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 Santos Populares- Subsidio para a sua História

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Antonio Mendes



Número de Mensagens : 823
Data de inscrição : 24/07/2008

MensagemAssunto: Santos Populares- Subsidio para a sua História   Qui Ago 21, 2008 4:59 pm

Os Santos Populares em Montargil


Na década de 30 era o S. Pedro que se festejava na Praça, numa organização da Banda local. Com o “coreto” instalado junto à parede de um dos lados, e o “ Bazar” ao centro (onde presentemente se encontra o Pelourinho), a fogueira ardia na rua paralela (então Rua do Norte, hoje Rua 25 de Abril. Os foguetes iam estrelejando e chegou mesmo a haver “fogo preso”.
O Bazar começou ali a funcionar em 1932.
No entanto, por quê o S .Pedro? Não nos sabem dizer, embora S.Pedro tenha uma Capela nos arredores da Vila, junto (perto) da estrada que pela Rua heróis do Ultramar liga a Ponte de Sor. Junto à Capela termina a rua com o mesmo nome, começando a Rua do Senhor das Almas.
Quanto ao S., João, era a altura das grandes fogueiras, mas não na Vila.Com fama as fogueiras da Formosa Velha, do Beirão e de Cavaleiros, para onde se deslocavam rapazes e raparigas de diversos pontos, inclusivamente da Vila…

Aos donos das herdades competia colocar no local uma carrada de alecrim, que com maior ou menor intensidade ta ardendo pela noite a dentro. E então, intercalando o saltar das mesmas (quando com maior intensidade ardiam) e havia raparigas que não se queriam ficar atrás dos rapazes, lá se ia fazendo também o “ bailarico”.

Estas fogueiras terão acabado há mais de setenta anos. E durante as mesmas, referem-nos, acontecia também quase de um fôlego, aquela série de três modas que só os grandes bailadores aguentavam---começando com o “vira batido”, passava pelo “ verdigaio” e acabava com a “ chotiça corrida”.

Era também pelo S. João que as raparigas enfeitavam as “fontes”, que assim se mantinham (enfeitadas) até ao S.Pedro. E acontecia então o despique para se ver qual a fonte que estava mais limpa e enfeitada.

Ao que nos dizem, a Fonte do Poço e a Fonte da Vila não eram enfeitadas, mas sim a Fonte do Piolho, a Fonte da Viola e a Fonte Férrea .E era também pelo S.João que se ia de cantara enfeitada *a fonte, então alindada com flores da época---flor de S.João(campo), alecrim, rosas, cravos e lirios. Fontes por onde se passava quando do regresso da fogueira de Cavaleiros. (Assinale-se aqui, que a água canalizada chegou a Montargil em 1936, e apenas em duas ruas, para além dos “marcos” do “Cantinho do Céu”, do “Outeiro” e das “Afonsas”.

Curiosamente, e pelo que se constata, sendo aqui o Santo mais festejado, o S.João não tem aqui qualquer Capela.

Entretanto, o Santo António tem a sua Capela, mas não nos recordam qualquer festividade em sua honra. No entanto, por volta dos anos 40/50 do século passado, junto à mesma (Capela) faziam-se serenatas, que no silêncio da noite, se ouviam com agrado pela vila e arredores. Sendo ainda de referir a tradição de ao tentar-se, de olhos fechados, enfiar o dedo, na fechadura da porta, para se ficar a saber quantos anos faltavam para o casamento. Ao que nos recordam, medindo a distância que da fechadura ficava o sítio onde o dedo ia ter, era um ano por cada dedo (largura) de diferença. E escusado será dizer da batota que se fazia não fechando completamente os olhos.

Também por altura dos Santos Populares e aproveitando o fim-de-semana mais perto dos dias festivos, no Carvalhoso, realizavam-se grandes bailaricos de ambos os lado da ponte. De um lado junto à taberna do Gabriel do Telheiro, e do outro junto à do Simão Gordo. Era só atravessar a ponte para se ir participando em ambos. De referir que os rapazes iam entrando na taberna e bebendo o seu copo, que às raparigas, a essas não era permitida a entrada.

Lino Mendes
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