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lino mendes
Admin


Número de Mensagens : 869
Data de inscrição : 27/06/2008

MensagemAssunto: histórias   Sex Mar 06, 2009 8:39 pm

O Pão

Muito haveria a dizer sobre o mesmo, sendo que em 1986 já se sabia que na “idade da pedra”o homem já o fabricava .Aliás, o pão “constitui um dos primeiros vestígios da civilização do homem”presumindo-se que a sua origem terá sido no Próximo Oriente. E os cereais, que antes eram consumidos crus ou cozidos,”foram as primeiras plantas cultivadas pelo homem com uma finalidade alimentar”,como era “o trigo” no mundo ocidental,”o arroz” no Oriente” e o “milho” no continente americano.

Mas para que se pudesse fabricar o pão, o grão tinha que ser moído e transformado em farinha, mas o moinho tem também antecedentes muito remotos, sabendo-se, por exemplo, que para o fazer os índios da América utilizavam “uma pedra rectangular colocada como base e outra cilíndrica que girava sobre aquela”.Outro elemento fundamental para o efeito é “o fogo”,que ao ser dominado pelo homem, permite a este “uma alimentação que diversificada no assado, no cozido dos produtos e na maneira de utilizar o forno”.

Surge então a levedura( que hoje também se conhece por “fermento”),necessária para a fermentação das massas. No entanto, a mesma terá sido descoberta por acaso por um padeiro egípcio( cerca de 2 000 anos a.C.) que” acidentalmente descobriu o pão levedado ao deixar por esquecimento alguma massa ao sol. Entretanto, o pão cozia-se em casa, no lar, mas na Mesopotânea, e no quarto milénio antes de Cristo aparecem os “artesãos padeiros” que os confeccionavam para venda e troca. E o mesmo acontecia também entre o povo hebreu, egípcio e outros vizinhos, apresentando a forma de “tortas” e de “bolachas”.

O fabrico do pão transitou então para a Grécia, que melhorando os fornos lhe deu mais qualidade e diversidade. Seguindo-se Roma, onde foi criada uma “associação de padeiros”

Desde as mais remotas civilizações, que o pão é considerado um alimento essencial. Assim como o “padeiro” um artesão altamente considerado. Em Roma, por exemplo o escravo que soubesse cozer pão valia dez vezes mais do que um gladiador, assim como na Alemanha quem matasse um padeiro era castigado duas vezes mais severamente.

Em França, o PÃO entrou na História e na Literatura, mas o seu consumo quase desapareceu nos anos de 75/80 já que as mulheres esguias, com medo de engordar, não comiam pão. Mas o pão, e segundo o Dr. Francis Bornet” é em si um alimento energético, pois contém glúcidos e proteínas”,uma constatação que a par de outra muito contribuiu” para restabelecer o prestígio do pão como alimento de consumo corrente.

Dizem-nos que durante a Idade Média o pão também servia para pagar impostos.


Embora ainda haja quem o faça hoje, embora de vez em quando, podemos dizer que longe estão os tempos em que semanalmente ou de quinze em quinze dias em casa se fazia a “cozedura”,sendo o pão cozido em forno próprio ou então no forno comunitário. E como alguém nos dizia, mais do que um dia de labuta era também um dia de festa. Mas diga-se antes de mais, que o pão fabricado como antigamente, tinha uma melhor qualidade, tendo outro sabor o que era levedado com fermentos naturais e cozido em forno aquecido a lenha .Aliás,”todos os inventos da civilização industrial contribuem fortemente para a propagação de doenças de civilização. O peneirar da farinha, a refinação dos alimentos ( em particular o açúcar e o óleo) e a agricultura química são os flagelos da vida moderna”( de La Vie Claire)

A senhora Margarida Godinho ainda hoje, e pelas festas do Senhor das Almas lá está vender o seu “pão caseiro”.Conta-nos ela: Na minha casa fazíamos a cozedura de oito em oito dias para que o pão desse para uma semana de trabalho. Primeiro, íamos ao moinho comprar a farinha ---ao Moinho de Vento e ao Moinho da Ribeira-- e depois fazíamos o fermento, fosse de trigo ou de milho-- que ficava de uma semana para a outra .Não havia frigoríficos, de maneira que no dia da cozedura de manhã, e até porque estava sempre duro, era metido de molho ,desfazia-se, e amassava-se a farinha que crescia, crescia, crescia, especialmente se era de trigo, porque quando se tratava de milho, crescia pouco, só estava crescido quando se começava a arreganhar. O pão de milho era “tendido” com uma tigela, mas o de trigo era de maneira diferente. Púnhamos uma toalha em cima do tabuleiro, colocávamos os bocados de massa para cada pão e puxávamos as pontas pare o meio.
Entretanto, o “forno” era aquecido com estevas, lenha de oliveira, aquilo que calhava, e que íamos buscar aos barrocos. E com um alqueire de cereais fazia aí uns dez ou onze pães, que se fossa de trigo aguentava toda a semana, mas o de milho aguentava-se aí uns três dias.
Mas também fazíamos bolos, a minha mãe fazia uns bolos de azeite Eram de farinha de milho, e levavam , azeite e um bocadinho de canela. Ficavam aqui detrás da orelha, muito macios ,muito bons.
De trigo, fazia às vezes mas era com umas rodelas de chouriça. Também se pode fazer com um bocadinho de banha, e um bocadinho de toucinho cozido(desfeito);ou só de banha.

Entretanto, acrescentemos que”logo que a lenha arda completamente, puxam-se as brasas para a boca do forno e varre-se o chão do mesmo com uma vassoura de giesta. Para verificar se o mesmo está à temperatura ideal deita-se para lá um poço de farinha qual, se for de imediato \queimada é sinal de que se tem de deixar arrefecer um pouco. Com uma “pá de madeira” mete-se o pão no forno, onde está à volta de uma hora.

Quanto aos moinhos,”inicialmente os grãos de trigo eram triturados em moinhos de pedra manuais que evoluíram para os de pedra movidos por animais, depois para os moinhos movidos pela água( Grécia—Sec. I a.C) e só depois os de vento( Árabes—cerca de 700 d.C.)

E terminamos este apontamento, lembrando que o PÃO está relacionado, tanto com a religião católica como com a judaica, já que por “pão celeste” se entende a eucaristia. Por sua vez, o “pão ázimo”( não fermentado) é utilizado nas celebrações da Páscoa judaica.
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