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 ENCONTRO COM A HISTÓRIA

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AutorMensagem
lino mendes
Admin


Número de Mensagens : 869
Data de inscrição : 27/06/2008

MensagemAssunto: ENCONTRO COM A HISTÓRIA   Ter Fev 10, 2009 8:45 pm

F a i n a s









A Arte de

Malhar









Para além da faina campestreque era, o malhar era também uma arte. E eu, ainda criança, ficava embevecido pela maneira como os malhadores” manobravam as moeiras desenhando no ar uma certinha coreografia. Quando era mais do que um malhador, tinha que haver alternância no arrebitar da moeira, que assim se chamava ao quase parar no ar a parte que malhava ,que batia nos cereais.E quem o conseguia fazer, tinha vaidade nisso. Aliás, em toda e qualquer trabalho que desempenhasse, o camponês ou a camponesa tinha capricho.



Explique-se entretanto, que a moeira, que assim se designava a ferramenta de trabalho usada para malhar, era constituída por duas partes de madeira ligadas entre si, a haste em que o trabalhador pegava com ambas as mãos, e o perito, que era a parte que batia nos cereais. Por sua vez, e em cabedal, na haste era colocado o carpulo também chamado tanoeiro, enquanto no perito era colocada a camisa ou milhã A haste e o prito eram então ligados pela correia de ligar.



Cheguei a ver 6 malhadores em simultâneo, 3 de um lado e 3 do outro, frente a frente. Quando de um lado o perito chegava ao alto colocando toda a moeira na vertical ou quase, do outro lado tinham que bater certinhos no cereal colocado no chão da eira. E assim iam alternando.

Era um espectáculo!



De referir no entanto, que na malhação do milho, ou do feijão ,a moeira era trabalhada ao nível da cintura ou pouco mais .A esta maneira de malhar, como a toda em que não se fazia “arrebite” pois nem todos o sabiam fazer , dava-se o nome de malhar à “rabo de raposa”





É uma pena se este quadro da vida campestre se perde na memória dos tempos, mas ainda estamos a tempo de o evitar. É muito importante se conseguirmos a colaboração de alguns antigos malhadores, que nos permitam fazer uma filmagem, e interessante será se no próximo Festival de Folclore for possível fazer uma demonstração. Depois, seria a cereja no cimo do bolo se dois jovens quiserem aprender.
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