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 FESTAS E FESTIVIDADES

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linomendes



Número de Mensagens : 328
Data de inscrição : 16/06/2010

MensagemAssunto: FESTAS E FESTIVIDADES   Qua Fev 15, 2012 12:13 am


Retalhos da História



0 CARNAVAL
/Entrudo
tempo de folia
…e de tradição

A origem do CARNAVAL remonta aos ritos romanos que subsistiram com o Cristianismo e abrangem todo um período de tempo imediatamente anterior à Quaresma. Vai do Dia de Reis até Quarta-feira de Cinzas, sendo os de maior relevo os três dias que vão de Domingo-Gordo até terça-feira de Carnaval. Não tem data fixa, dependendo do tempo da Páscoa.
Com o Cristianismo também o Carnaval se difundiu pela Europa, havendo tempos em que foi de muita confusão, em especial na Idade Média em que nomeadamente os franceses o festejavam com muito vinho e muito sexo.


Em Portugal, os festejos de Carnaval chegaram a atingir muita violência, o que levou a algumas medidas restritivas. Entretanto, em MONTARGIL o ENTRUDO— esta a sua designação portuguesa— teve um certo cunho local, nomeadamente no tempo do “Pinta Santos”, um verdadeiro artista, pedreiro de profissão (e que se julgava ser dos lados do Ribatejo) e do senhor Albertino, (carpinteiro e natural de Galveias), ambos aqui radicados. Eram as “contradanças” e o” teatro de rua”
Quanto às primeiras, não conseguimos saber a origem das danças e das músicas, talvez da autoria doa organizadores. Quanto ao “ teatro de rua”, era um teatro cantado, género de opereta, com os artistas transportando os cenários e todo o material, e deslocando-se inclusivamente pelos diversos lugares da freguesia.
Também aqui não nos souberam dizer a origem dos textos, e registe-se que se trata de uma pesquisa de 1978, com alguns participantes ainda vivos, sabendo-se no entanto que os textos se intitulavam O REI DA BAMBOCHADAS e OS SAPATEIROS.
Do primeiro dos textos, apenas a seguinte quadra
Sou o rei das bambochadas
já não tenho prata nem ouro
.Em festas e fantochadas
gastei todo o meu tesouro

Todos os anos apresentavam títulos renovados.
Só participavam homens, já que às mulheres isso estava vedado.

Pelo Carnaval também era apresentado o BATUQUE e a DANÇA DO MASTRO. Esta, seria posteriormente apresentada, décadas depois, pelo “Café Arado” e uma ou duas vezes pela Ti Maria, de Vale de Vilão.

Nos campos trabalhava-se até Domingo Gordo, na véspera do qual o pessoal regressava a casa. Era talvez a época mais festejada de então, em especial no campo onde todos os dias se bailava e cada casa estava sempre com a mesa posta para receber os amigos. Então, no Domingo Gordo, os pastores e os ajudas que todo o ano viviam na charneca vinham então à vila, e para de regresso fazerem a festa, compravam bichas, bombas e serpentinas.

Mais tarde, aí pelos anos 50/60, na vila deitavam-se as caqueiradas, um costume não muito bom, que sujava as casas de cacos e outras porcarias. Mas com a queima dos Amigos e depois das Amigas,-- que pouco se fazia--, a festa começava sempre a partira da quarta quinta-feira ,, e intensificava-se com a queima dos “Compadres” e das “Comadres”, que eram verdadeiras batalhas. Para queimar os “Compadres” as raparigas faziam-no de uma janela ou de um terraço alto, para que os rapazes não chegassem ao boneco, rapazes que no entanto e algumas vezes descobriam onde elas o tinham guardado, roubavam -no e davam voltas à rua com o mesmo. Por sua vez e para queimarem as “comadres”, os rapazes davam volta às ruas com a boneca a arder. Era então a vez de das janelas se atirava água e por vezes urina, que é Carnaval não parece mal. Naturalmente que se condenava….
Também pelos anos 50/60, o grande acontecimento era à Quarta-feira de cinzas o “Enterro do Entrudo “



Também nos “montes” se festejava o “ Entrudo”.
Os “montes” de que me falaram, então muito habitados, eram o “Embarbês “ e a “Aldeia das Sebes”, sendo que para o primeiro convergiam gentes de Vale de Ruana, Morenos e Sagolga. Os divertimentos eram as “contradanças” e a queima dos “compadres” e das “comadres”.Nas “contradanças” em que participavam dos netos aos avós, usavam arcos, vestiam de igual e tinham coreografia . Era, diziam-me ,uma espécie das “marchas populares” de hoje. Na queima das comadres fazia-se uma procissão conduzindo o”boneco”numa padiola a servir de andor ,Na queima dos compadres invertiam-se os papeis e era uma procissão de mulheres.
Claro que no final, o “compadre” ou a “comadre” eram sempre queimados.

Juntavam-se, ao que dizem, mais de cinquenta pessoas.
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linomendes



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Data de inscrição : 16/06/2010

MensagemAssunto: CARNAVAL ou ENTRUDO?   Qua Fev 15, 2012 12:17 am

Entrudo ou Carnaval?


Entrados no mês de Fevereiro, aproximamo-nos, a passos largos, do Entrudo… ou será do Carnaval?

Tanto faz. Entrudo e Carnaval são dois termos com origens etimológicas diferentes mas que significam ou dão nome ao mesmo período do ano: o que vai desde o Domingo da Septuagésima até à Quarta - Feira de Cinzas, início da Quaresma.

Ora, a palavra Entrudo, terá tido origem no latim introitus, e significaria "entrada" ou “início” da Quaresma, período de 40 dias de reflexão e penitência que a Igreja Católica propõe como preparação para a festa da Páscoa, recordando os 40 dias que Jesus esteve a rezar e a jejuar no deserto, antes do início da Sua pregação e vida pública, e dos 40 anos que os israelitas vaguearam pelo deserto, antes de entrarem, finalmente, na Terra Prometida.

Já a palavra Carnaval, como afirma Carlos Gomes, no seu artigo de opinião “A magia do Carnaval”, «provém do latim "carpem levare" que significa "adeus carne" ou "retirar a carne" ou ainda estar associado a "curru navalis" que consistia num carro de rodas marítimo que saía para o mar e significava o retorno à pesca com a chegada da Primavera.»
(in Blog do Folclore Português)
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