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 LITERATURA POPULAR

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linomendes



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MensagemAssunto: LITERATURA POPULAR   Seg Fev 13, 2012 2:41 pm

Literatura Popular
[sPopularize=18]

Se Cultura Popular” pode ser definida como qualquer manifestação cultural (dança, música, festas, literatura, folclore, arte, etc.) em que o povo produz e participa de forma activa.”a Literatura Popular tem que ser encarada na mesma base, já que se enquadra na mesma. Outras designações existem, mas para Viegas Guerreiro esta é a de mais extenso significado”, já que “cabe nele toda a matéria literária que o povo entende e de que gosta, da sua autoria ou não”[ Segundo Perafita,no seu universo são de considerar os contos populares, lendas, mitos, provérbios, ditos populares, apodos, adivinhas, lengalengas, orações, rezas, fórmulas de superstições e de mezinhas, esconjuros, orações com escárnio, pragas, agouros ou profecias, galanteios ou piropos, quadras, autos populares, romanceiros, cancioneiros, excelências, entre outros.”
“Este especialista adverte que estes textos vão apresentando variantes mais ou menos pronunciadas, conforme o espaço geográfico e a geração que deles se apoderou ou os acolheu, o que vem confirmar o seu carácter eminentemente oral”
[/size]
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MensagemAssunto: O CONTO   Seg Fev 13, 2012 5:10 pm



O CONTO

A começar apresentamos O CONTO, dando a palavra a Alexandre Perafita, especialista da matéria

O que é um conto popular?

Também conhecido como conto tradicional, é um texto narrativo, geralmente curto, criado e enriquecido pela imaginação popular e que procura deleitar, entreter ou educar o ouvinte. A sua origem perdeu-se no tempo. Ninguém é dono e senhor dos contos populares. Por isso, cada povo e cada geração contam-nos à sua maneira, às vezes corrigindo e acrescentando um ou outro pormenor no enredo. Daí o provérbio: “Quem conta um conto acrescenta um ponto”.

(in Alexandre Parafita “Histórias de arte e manhas”, Texto Editores, Lisboa, 2005, p. 30)





Que género de contos populares existem?

São muitos os géneros: contos religiosos, contos novelescos, contos do ogre estúpido, contos de animais, contos jocosos e divertidos, contos sem fim, contos de trapaça, contos de encantamento, etc. Os contos de encantamento são também conhecidos como contos de fadas.

Há ainda algumas narrativas que chegaram até nós, sob a forma escrita, com o nome de fábulas. Têm milhares de anos. Os personagens que nelas entram, geralmente animais e outros seres da natureza, procuram transmitir antigas (e, por vezes, desusadas) lições de moral. Foram escritas e trazidas até aos nossos dias por fabulistas famosos, como Esopo, Fedro e La Fontaine. Para que servem os contos populares?

Servem para deleitar, entreter ou educar o ouvinte. Por isso, através deles o povo transmite os seus saberes, os seus valores, as suas crenças. Ou seja, a sua cultura. E mesmo os que não têm mensagens culturais explícitas no seu conteúdo continuam a valer pela capacidade que têm de criar uma boa relação entre quem fala e quem ouve. Saber ouvir é, cada vez mais, uma qualidade que importa cultivar.

(in Alexandre Parafita “Contos de animais com manhas de gente”, ÂMBAR, Porto, 2005, p. 40)



UM CONTO contos
A mulher curiosa e o galo
Era uma vez um homem que entendia a linguagem dos bichos. Passeava com a mulher pelo campo. Quando ouviu dois cavalos conversarem, e deu uma bruta risada.A mulher perguntou-lhe porque se ria.
O homem respondeu:
- Por causa da conversa dos dois cavalos. Então, ela começou a instar com o marido para lhe referir a dita conversa.
– Eu bem podia contar a você o que os cavalos conversaram, mas na mesma hora que acabar de contar, morrerei.
– Mas eu quero saber! – retrucou a mulher curiosa.
– Então você quer que eu morra?
- Não sei nada disso! Tem de me contar a conversa dos cavalos!
A discussão durou muitos dias. O pobre homem ficou meio zonzo. Viu que não convencia a mulher e entregou-se.
- Olha, mulher sem coração! – falou ele – eu vou contar a você a conversa dos cavalos, mas melhor aprontar tudo para o enterro! (Dizia isto pensando que a mulher se arrependesse a última hora).
Mandou comprar o caixão, e as velas e assentou-se na rede muito triste. O galo subiu no caixão, bateu as asas e cantou.A cachorrinha, que estava num canto, pensativa, falou ao galo:
- Galo, coração de pedra! Você tem coragem de cantar na despedida de nosso dono?
- Canto e mais que canto. Ele vai morrer, porque é um moleirão e se entregou à mulher. Porque ele não faz como eu, que no terreiro tomo conta de vinte galinhas?
O homem ouvindo isso, criou coragem, de repente. Mandou o empregado trocar o caixão e as velas por um chicote. E depois pegou o chicote e perguntou a mulher:
- Você ainda quer saber a conversa dos cavalos?
- Quero, como não?
- Pois foi assim. E lepte, lepte, lepte, nas costas da mulher, que dava cada grito! Parou um pouco.
– E... você ainda quer saber?
- Quero sim! Continuou a tunda com todas as regras, até que a curiosa ajoelhou e pôs as mãos, murmurando entre soluços.
– Pelo amor de Deus! Chega! Maridinho do meu coração, não quero mais saber da conversa dos cavalos. Nunca mais!

(Fonte:Contosde todo o mundo)
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MensagemAssunto: CONTO,NOVELA E ROMANCE   Seg Fev 13, 2012 5:53 pm

Conto, novela e romance
Dicionário Breve de Termos Literários, de Olegário Paz e António Moniz (Editorial Presença, Lisboa):

Conto: «Do lat. “computu-”, cálculo, conto. Da área da aritmética o vocábulo passou à literatura para designar o relato breve, oral ou escrito, de uma história de ficção, na qual participa reduzido número de personagens, numa concentração espácio-temporal. Pela sua brevidade e concisão, bem como pela sobriedade de recursos que utiliza, o conto é a narrativa mais eficaz de comunicação, detectando-se facilmente a intenção nuclear do seu autor. (…)».
Novela: «Do it. “novella”, do lat. “nova”, novidade. Termo que designa, na generalidade, um relato ficcional, de dimensão média, entre o conto e o romance. No entanto, também se considera uma novela de curta dimensão (“Novelas Exemplares” de Cervantes) e, no extremo oposto, confunde-se o romance com a novela (W. Scott, Balzac, etc). Além da dimensão, outras características são específicas da novela: uma intriga menos complexa do que o romance; uma estratégia narrativa e discursiva mais directa, com poucos ou nenhuns episódios dispersivos e autónomos (encaixe); maior vivacidade rítmica e sintáctica (mais elipses, menos cenas); menos estudo psicológico das personagens, intenção mais explícita do autor. (…) A classificação de W. Kayser da novela/romance em três categorias (acção, personagem e espaço) permite-nos distinguir vários tipos de novela/romances: de aventuras, de viagem, policial, de espionagem… (acção); autobiográfica, picaresca, psicológica, sentimental… (personagem); pastoril, rural, urbana, social, de costumes… Outras classificações poderão adoptar-se a partir de um critério temático (amor, condição feminina, tese filosófico-cultural, etc.) ou de confluência genológica (lírica, histórica, etc.)».
Romance: «Do lat. “romanice”, à maneira de Roma, pelo fr. “roman” e ingl. “romance”. Termo que designa tanto a forma poética da tradição popular, que canta feitos épicos, em medida velha (versos heptassilábicos), geralmente em rima assonante, como forma mais extensa do relato ficcional. Geralmente, distingue-se da novela pela maior complexidade e variedade da técnica narrativa, pela maior profundidade do estudo psicológico das personagens, pela maior lentidão do ritmo narrativo (cenas, episódios), pelo encaixe de episódios autónomos e dispersivos, pela reflexão filosófico-cultural imprimida pelo narrador, como instância privilegiada do autor.»[/size][/font](Ciberdúvidas da Língua Portuguesa)
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