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     Nicolau Saião S/ Comportamentos

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    AutorMensagem
    lino mendes
    Admin


    Número de Mensagens : 869
    Data de inscrição : 27/06/2008

    MensagemAssunto: Nicolau Saião S/ Comportamentos   Qui Nov 20, 2008 8:30 pm

    Conversando
    sobre Comportamentos
    com Nicolau Saião

    (Parte I )
    Foram sempre os comportamentos que marcaram as gerações, continuam a ser os comportamentos que nos definem perante a comunidade. Concorda?

    Concordo .Há que referir ,no entanto ,que o comportamento é pessoal mas é condicionado pela comunidade, a região e mesmo o país. O chamado comportamento fechado dos portugueses tem sido determinado pala influência do caciquismo ,do obscurantismo beato e da pobreza como regra para as camadas populares(o português é de acordo com os estudos de Wendt e Perelmann no cômputo dos últimos 300 anos ,o povo mais pobre da Europa).A violência latente, que muitas vezes se volta contra o próprio emissor devido ao chamado estado depressivo socializado motivado pelo condicionamento da sexualidade e das pulsões subconscientes a coscuvilhice e a intriga como resíduo comunitário e os complexos de inferioridade colectivos ,são uma consequência dessa nefasta influência.


    São os comportamentos que determinam as vivências, ou antes são as vivências que determinam os comportamentos?

    Uns e outros interligam-se. O comunidade determina o comportamento de um dado indivíduo ,o comportamento desse indivíduo condiciona por seu turno ,ou orienta sistematicamente, a sua orientação na sociedade que o rodeia. Georges Pérec ,um dos maiores sociólogos do nosso tempo, entendia que,(ressalvando os casos de disfunção grave)o peso do meio societário afecta de modo indelével o acervo comportamental e ,no seu importantíssimo livro “ o apodrecimento das sociedades”,explica que a pobreza de relacionamentos colectivos ,que forja a desintegração e o anonimato do indivíduo e aumentou tremendamente no século XX, é a principal responsável pelo ambiente fortemente negativo que se sente no mundo actual.


    Uma coisa que me chocou ,estávamos aí em 1945,fioi visitar Lisboa e verificar que espalhados pelas esplanadas os marinheiros americanos estavam sentados com os pés em cima da mesa.

    Que leitura faz deste comportamento?

    Uma leitura histórica, ou seja: por essa altura ,devido às relações que mantinha com os países do Eixo(o governo português era apoiante do bloco hitleriano),Portugal não era bom olhado pela democracia americana ,que tivera grandes custos económicos e de vidas na guerra. Os marinheiros americanos não se sentiam muito cordiais com o país que tinha ajudado a morrer tantos dos seus companheiros de combate e houve mesmo confrontos graves no Bairro Alto e em Marvila .O caso que cita deve ter-se passado num dos lugares que haviam sido muito frequentados por agentes nazis, que na altura haviam feito de Lisboa uma das mais importantes ,senão mesmo a mais importante sede da quinta-coluna e da espionagem, do Terceiro Reich.

    Seja como for ,pouco depois desses incidentes pedido do governo português a embaixada americana deu indicações aos comandantes dos navios para moderarem o comportamento dos seus subordinados e os incidentes cessaram.


    E a que se deve o comportamento de alguns militantes políticos, obedecendo cegamente ao seu Partido?


    [/color]color=black]É resultante de dois factores :nos casos mais graves ,ao fanatismo pessoal; por outro lado, o partidarismo português tem uma estrutura dependente dum hábito pessoal enraizado, que aponta para o comportamento sectário. Devido a isso, o militante utiliza esse tipo de atitude para não ser prejudicado, por cobardia congénita ou, então ,porque isso está na sua maneira de ser de baixa qualidade .Como disse o já referido Perelmann, pessoas com personalidade fraca ou disfuncional gostam de juntar-se a formações autoritárias ou sectárias.:nos regimes nazis e estalinistas que houve dentro e fora da Alemanha e da União Soviética após a chamada militância convicta inicial os partidos eram integrados fundamentalmente por gente duvidosa ,nalguns casos por verdadeiros criminosos de direito comum que assim se acobertavam .Em Portugal ,que é uma clara partidocracia ,a tendência será rebaixar-se cada vez mais a qualidade dos militantes, principalmente de quadros intermédios. Mas o mesmo fenómeno se verifica noutras sociedades decadentes, como a francesa, a belga, a alemã, a italiana(curiosamente em Espanha o panorama é diferente, decerto por influência do sentido libertário que caracteriza o país vizinho).

    Fale-nos agora de uma realidade actual, a indisciplina que reina na Escola, o comportamento de pais, alunos e professores.

    A indisciplina que se detecta em tantos casos nas escolas portuguesas é uma consequência da atitude estatal .Para o Estado português, a escola é apenas um organismo de criação de lotes de futuros empregados ou funcionários das em pressas e nada mais. Como existe mão-de-obra em excesso, tanto lhe faz que haja sucesso e bom ambiente, como não: o que importa é que haja gente para as necessidades pontuais dos empregadores. Isto é tanto mais claro quanto em serviços selectivos o comportamento do Estado é diferente: veja-se, por exemplo, o caso do acesso aos cursos de medicina, onde apesar das necessidades prementes de profissionais deste ramo o Estado exige médias absurdamente altas---no sentido de restringir para um sector da sociedade(o mais poderoso económico e socialmente)o controle dessas profissões Ou seja, a indisciplina tem como contraponto o ambiente de favorecimento pessoal, a exacção e o controlo antidemocrático. Pais, alunos e professores são os protagonista involuntários deste status quo deficiente; umas vezes vítimas, outras vezes fautores de dislates .Não devemos esquecer, como ficou demonstrado nos Encontros de Paris sobre policiarismo de 1999,que Portugal é uma sociedade criminal ,ou seja---sociedade onde os ionteresses dos poderosos executivo e judicial estão ao serviço da classe dominante e não da população em geral. Por isso---o que aliás é sentido pelas pessoas---o poder executivo cuida dos interesses dos poderosos enquanto o poder judicial vela para que ele não seja posto em causa. O sector da educação, por seu turno, sem qualquer visão humanista fabrica diplomados. Disciplina, indisciplina---para a classe dominante é indiferente ,desde que o sistema lhe continue a ser favorável .Se assim não fosse de há muito que tal estado de coisas teria sido resolvido ,visto os interesses desta classe estarem a ser prejudicados.


    E por último ,que mais tem a dizer sobre “Comportamentos”?


    Apenas gostaria de acrescentar um alerta: os portugueses devem exigir do Estado, que é a parte mais responsável duma sociedade organizada ,que pratique jogo
    limpo. No sentido de tirar a máscara . Ou seja: se ele diz que somos uma democracia tem de haver da sua parte um procedimento democrático .Caso contrário como aliás ´é referido na Constituição, o povo tem o direito de rebelião. As pessoas devem, cada vez mais ,recorrer aos organismos internacionais legítimos para apresentar queixa contra o Estado Português quando se sentem prejudicadas. Se o Estado não está ao serviço das populações ,como lhe compete em democracia ,perde a legitimidade e passa ser ,automaticamente, um organismo ilegítimo.


    As pessoas não devem ter medo de utilizar os mecanismos que a constituição lhes garante.

    Devem, ainda, estimular~se as acções culturais ,nomeadamente as tradicionais, pois isso ajuda à agregação .Neste ponto consintam que eu saliente a acção de um Lino Mendes e de outros Linos Mendes que ainda há neste país ,remando quantas vezes contra a maré do desinteresse societário.





    NOTA: Durante mais de trinta anos venho retirando meu nome de referências que são feitas em “conversas” e outras vias de comunicação. Desculpem-me se a partir de hoje deixei de o fazer…[/color]


    Última edição por LINO MENDES em Seg Abr 12, 2010 1:51 am, editado 2 vez(es)
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    lino mendes
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    Data de inscrição : 27/06/2008

    MensagemAssunto: Conversa com Nicolau Saião   Qui Dez 18, 2008 3:38 pm

    Conversa
    com Nicolau Saião

    Comportamentos(Parte II)

    Na primeira parte desta “Conversa” s/Comportamentos, as questões colocadas incidiam sobre factos concretos, que estão aliás na ordem do dia. Nesta II parte, porém algumas são puramente imaginárias, susceptíveis no entanto de virem a acontecer, não sendo por isso ditadas por factos conhecidos.
    Que isso fique bem claro!






    1) - Salvo erro foi Gandhi que disse "não haver democracia se não soubermos ouvir os outros". No entanto, o mundo está cheio de gente que não aceita outra opinião que não a sua, que acaba por impôr se para isso tiver poder. Indo até à ruptura se não tiver esse poder.
    Como analisa esta situação, em especial se essas pessoas ocuparem cargos públicos?

    Resposta – Partamos deste dado de base: numa verdadeira democracia, que de acordo com pensadores e analistas de vulto, nacionais e estrangeiros, infelizmente não existe ainda em Portugal (o que existe é sim uma “democracia tendencial”, em geral controlada por partidos e “grupos de interesses”) o direito de nos contestarmos, de discordarmos ou opinarmos diversamente e de emitirmos publicamente, se o desejarmos, esses conceitos, é um direito nuclear. Diria mais, um direito fundacional.
    Isto quanto ao emissor. Quanto ao receptor, em verdadeira democracia é livre de os aceitar ou não, sem que isso constitua escândalo ou abuso. E a aparelhagem social, naturalmente legítima, se encarrega em consequência, depois, de definir a razão ou não do que ou de quem está em causa.
    Mas, uma vez que a democracia neste país é apenas tendencial, com penosas consequências (corrupção ética, desleixo ou laxismo no Sistema Judicial, fragilidade ou desqualificação eventual das instituições, controle frequente destas por díscolos ou medíocres ardilosos) os detentores dos poderes públicos com frequência tripudiam sobre o cidadão, que infelizmente e por seu turno por vezes não age verticalmente mas usando de sofismas que, no fundo, possibilitam aos outros o abuso.
    Este quadro de imoralidade sócio-legal é, evidentemente, muito prejudicial para a comunidade e a ocupação de cargos públicos por esse tipo de gente deve ser firmemente denunciada e combatida mediante os meios legais ainda disponíveis (caso os inibam, recorrer a instâncias internacionais ou entidades, como por exemplo o juiz Baltazar Garzón).

    2) - Alguém afirmou que há quem não ponha a opinião ou decisão no papel, para que depois possa dizer que não disse aquilo que todos sabemos que disse. Que manda"recados " em vez de o dizer directa e frontalmente.
    Como classifica tais pessoas?

    Resposta – Esse tipo de gente, a meu ver, só pode ser classificada com a expressão de Santo Agostinho: “De tais percevejos, Senhor, livra a enxerga onde, por tua bondade, repousa este teu humilde servo”.
    Sem ser simbolicamente, agora no mero plano comportamental civilizado, gente desse género devia ser imediatamente impedida de ascender a lugares de mando.

    3) - Eu sempre considerei o autarca como um "político diferente", no entanto...
    Pensemos, claro, que por ora isto é pura fantasia, diremos até que inimaginável, mas pensemos que um dia um autarca ou outro qualquer decisor, não conseguindo "controlar" determinada associação/colectividade e avança para o apoio, na sombra, ao aparecimento de uma outra, naturalmente com o objectivo de combater a existente
    O Nicolau acredita que esse autarca possa existirum dia? Em caso afirmativo como o defineria?

    Resposta - Em primeiro lugar quero referir que, também eu, considero que os membros de autarquias são políticos diferentes, para usar a sua expressão. Em parte porque o seu trabalho é específico, mais perto do país real e, por isso, mais controlável por um lado e mais positivamente imediato por outro. E isso é reconhecido, tanto para bem como para mal, pelas populações que os colocam nesses centros de decisão como seus representantes.
    No exemplo que aponta como “hipótese de trabalho”, como sói dizer-se em sociologia, não conheço nenhum caso real, mas acredito que possa existir dado que na sociedade global o ambiente é propício a esses factos.
    Definiria o eventual protagonista como abusador, naturalmente, pois tal procedimento não é legítimo no espírito público desses cargos.

    4) - Acredita que possa haver um político que possa fazer chantagem com pessoas ou familiares suas dependentes?

    Resposta – Gostaria de não acreditar. Suspeito, entretanto, pelo que certos órgãos de informação nos dizem com alguma frequência, que isso parece ser uma realidade, que evidentemente não sei até onde vai em gravidade. É algo que contradiz as raízes da democracia e a sua essência profunda – além, claro, de ser ilegal.
    Embora neste momento já não vivamos em país de Direito, como ficou definido por operadores específicos e publicistas nas conferências de Roma e de Madrid, em Junho transacto, há mecanismos internacionais para obviar a esses casos, a existirem realmente.

    5) - E a terminar: existe Liberdade? Existe Liberdade de expressão?

    Resposta – A sua pergunta refere-se a Portugal? Existe ainda liberdade, mas cada vez mais ténue e pontual. Claro que me reporto à verdadeira liberdade, a de o cidadão existir de acordo com a lei, o Direito e a Razão tradicionais, não à “liberdade” de depredar, assaltar e abusar dos outros mediante a impunidade estimulada pelo Estado e os governos, na última década ocupados alegadamente por clientelas e membros dependentes de associações duvidosas como certos grupos económicos e outros círculos argentários, mediante a desertificação consentida pelos turiferários do Sistema Judicial.
    A liberdade de expressão que neste momento existe no mundo societário é por vezes residual e em certo grau mantida por pequenas publicações, pois os grandes órgãos estão geralmente controlados ou nas mãos dos asseclas do poder e da influência.
    Neste particular, não posso deixar de saudar os operadores desses pequenos órgãos, que têm desempenhado um papel fundamental na salvaguarda da liberdade de que ainda tenuemente disfrutamos.

    NS
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