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     USOS E COSTUMES

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    AutorMensagem
    Antonio Mendes



    Número de Mensagens : 823
    Data de inscrição : 24/07/2008

    MensagemAssunto: USOS E COSTUMES   Qui Nov 20, 2008 7:50 pm

    A MATANÇA DO PORCO



    Os porcos engordavam-se com figos, outros frutos e farinha de milho. A maioria das famílias matava um só porco (normalmente perto do S.Miguel, em Janeiro ou Dezembro). As famílias mais abastadas matavam mais de dois porcos por ano (geralmente um em Outubro e dois ou três em Janeiro).

    Para a matança utilizava-se quase sempre uma banca. O número de pessoas que se convidava era em relação ao tamanho e peso do porco; normalmente falava-se a três ou quatro homens e duas ou três mulheres.

    Depois do porco se encontrar em cima da banca, o matador encarregava-se de o matar. As mulheres aproveitavam então o sangue para dentro de um alguidar. Colocava-se depois o porco no chão, e com uma forquilha e carqueja musgava-se até ficar bem teso, para que a seguir e com uma cortiça se lavar com água.

    <A operação que se seguia era a de raspar todos pelos com uma navalha, para de imediato se abrir e tirar as tripas que as mulheres iam lavar (para o efeito utilizando sal, alho, laranjas e cebolas que serviam para esfregar as tripas depois de lavadas).

    Ao desmanchar-se o porco, começava-se pelos pés e depois pelas mãos, seguindo-se as costelas, o coração e as cacholas. O toucinho, os pés e o rabo eram metidos na salgadeira juntamente com a cabeça do porco. Os lombos eram ensacados e pendurados à chaminé para corar. A carne migada ficava na calda, enchia-se ao fim de dois dias e ia para a chaminé.

    Entretanto, todas as gorduras eram aproveitadas para as farinheiras. E ia-se almoçar depois de se ter migado a carne, almoço que seria de batatas cozidas com carne de porco -- e feijoca só com febras e gorduras fritas de porco, nas casas mais pobres.

    Especialmente para as gentes mais pobres a matança era um dia de festa. No final, comia-se e bebia-se (fígado, bofes, etc.) ,e as pessoas que colaboravam na matança levavam um pouco de carne para casa.

    Nas casas ricas a ementa era composta por sopa de cebola ao almoço, e só depois se comia a carne frita, sempre com o bom vinho. Pode dizer-se que a matança era uma “pândega”.

    De referir ainda que antes das matanças havia sempre uns bolinhos, uns pastelinhos de abóbora acompanhados com um licor ou uma água-ardente.

    Refira-se ainda que a carne com sangue era para as morcelas e febra para os chouriços.

    Na chaminé colocavam-se então “estevas”,porque o fumo das mesmas dá bom cheiro à carne(chouriças, farinheiras e morcelas) e é lá que fica a corar.
    A carne fica dois meses a secar.
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    lino mendes
    Admin


    Número de Mensagens : 869
    Data de inscrição : 27/06/2008

    MensagemAssunto: O PÃO CASEIRO   Sex Mar 06, 2009 8:47 pm

    O pão caseiro

    A senhora Margarida Godinho ainda há uns dois anos e pelas festas do Senhor das Almas lá está vender o seu “pão caseiro”.Conta-nos ela: Na minha casa fazíamos a cozedura de oito em oito dias para que o pão desse para uma semana de trabalho. Primeiro, íamos ao moinho comprar a farinha ---ao Moinho de Vento e ao Moinho da Ribeira-- e depois fazíamos o fermento, fosse de trigo ou de milho-- que ficava de uma semana para a outra .Não havia frigoríficos, de maneira que no dia da cozedura de manhã, e até porque estava sempre duro, era metido de molho ,desfazia-se, e amassava-se a farinha que crescia, crescia, crescia, especialmente se era de trigo, porque quando se tratava de milho, crescia pouco, só estava crescido quando se começava a arreganhar. O pão de milho era “tendido” com uma tigela, mas o de trigo era de maneira diferente. Púnhamos uma toalha em cima do tabuleiro, colocávamos os bocados de massa para cada pão e puxávamos as pontas pare o meio.
    Entretanto, o “forno” era aquecido com estevas, lenha de oliveira, aquilo que calhava, e que íamos buscar aos barrocos. E com um alqueire de cereais fazia aí uns dez ou onze pães, que se fossa de trigo aguentava toda a semana, mas o de milho aguentava-se aí uns três dias.
    Mas também fazíamos bolos, a minha mãe fazia uns bolos de azeite Eram de farinha de milho, e levavam , azeite e um bocadinho de canela. Ficavam aqui detrás da orelha, muito macios ,muito bons.
    De trigo, fazia às vezes mas era com umas rodelas de chouriça. Também se pode fazer com um bocadinho de banha, e um bocadinho de toucinho cozido(desfeito);ou só de banha.

    Entretanto, acrescentemos que”logo que a lenha arda completamente, puxam-se as brasas para a boca do forno e varre-se o chão do mesmo com uma vassoura de giesta. Para verificar se o mesmo está à temperatura ideal deita-se para lá um pouco de farinha qual, se for de imediato \queimada é sinal de que se tem de deixar arrefecer um pouco. Com uma “pá de madeira” mete-se o pão no forno, onde está à volta de uma hora.

    Quanto aos moinhos,”inicialmente os grãos de trigo eram triturados em moinhos de pedra manuais que evoluíram para os de pedra movidos por animais, depois para os moinhos movidos pela água( Grécia—Sec. I a.C) e só depois os de vento( Árabes—cerca de 700 d.C.)

    E terminamos este apontamento, lembrando que o PÃO está relacionado, tanto com a religião católica como com a judaica, já que por “pão celeste” se entende a eucaristia. Por sua vez, o “pão ázimo”( não fermentado) é utilizado nas celebrações da Páscoa judaica.
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