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 C/ LUIS GODINHO

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AutorMensagem
lino mendes
Admin


Número de Mensagens : 869
Data de inscrição : 27/06/2008

MensagemAssunto: C/ LUIS GODINHO   Qui Dez 22, 2011 1:23 am

Á Conversa
com LUIS GODINHO(Dr.)

Aquele rapazinho que andou connosco nas andanças da cultura, é já coisa do passado. O LUIS GODINHO,(com direito a Dr. mas que ele não quer cá na terra,) com que agora “conversei” durante uns minutos, é um “adulto”no verdadeiro sentido do termo ( isto é, não só pela idade), e que não duvido ser devidamente qualificado na área que escolheu (isto é, não apenas pelos “diplomas”).

O nosso Luis Godinho tem um excelente currículo:
Licenciatura em enfermagem; Pós graduação em saúde mental; Pós licenciatura e especialização em saúde mental; Mestrado em saúde mental; Professor Convidado na Universidade Católica; Professor na Universidade Atlântida.

Mas esta pequena “conversa” aconteceu porque o Luis conquistou o 1º prémio do “II Concurso de Curta Metragens”(Grupo de Promoção) com o filme “A Carta”que desenvolve o tema “Suicídio”. Sei que ficou orgulhoso, o que muito nos satisfaz.


LINO – Antes de mais, Luís, foi a tua actividade que te levou até ao Audiovisual, ou já te dedicavas ao mesmo?
LUIS – Eu sempre gostei de teatro, que aliás fiz no Grupo de Promoção),assim como realizar filmes, logo que apareceram as máquinas. Sempre gostei de cinema, com a minha actividade há ali um nicho que se pode tratar, sendo muito mais fácil transmitir nas aulas que dou as pequenas e grandes mensagens por meio do audiovisual. Prefiro isso, a estar com grandes palestras, até porque se retém mais o conhecimento

LINO- Portanto este não é o teu primeiro filme
LUIS-Já faço isto desde 2003/2004, já fiz outros filmes na área da apneia do sono num projecto em que estive envolvido no Hospital de Almada… E outros filmes com as minhas filhas para a escola delas.

LINO-Desculpa interromper-te, mas qual é a mensagem que queres transmitir…
LUIS-O suicídio está à perto de cada um de nós. Muitos amigos e conhecidos sentem-se como se tivessem perto de um abismo, no entanto há sempre uma esperança, Pode e deve haver sempre uma motivação para não se concretizar o acto. Muitas vezes o problema quando é vivido pelas pessoas que estão doentes, são problemas quase irresolúveis. Mas quando se vê de fora, o problema tem sempre uma solução. O que é preciso é que essa pessoa partilhe o problema que tem…

LINO-Desabafar…
LUIS-Desabafar porque há sempre uma solução para tudo, só a morte é que não tem solução.

LINO-Eu vi o filme apressadamente, mas até certa altura parece que ele se vai suicidar, mas depois vê-se a figura dele..
LUIS-Exactamente, foi essa a sensação que eu quis dar. Um certo suspense, pois estamos a falar nos domínios da ficção.

LINO-Mas houve alguma razão especial para este filme?
LUIS— Este filme foi feito em Fevereiro/Março, devido à minha tese de Mestrado que versa sobre o suicídio. E o problema é que eu não tinha ideia do que pensava alguém,com uma vida normal, que se tentava suicidar, infelizmente em Montargil também se suicidaram pessoas, e o último chocou-me bastante pois era uma pessoa com quem eu convivia na minha adolescência.
E foi o tentar meter-me no lugar de alguém que me fez fazer este filme,com a ajuda de um grande amigo meu, que trabalha comigo, o Márcio Pires.

LINO-Portanto,Luis, é importante que alguém que tenha problemas desabafe.
LUIS—É de primordial importância que o faça. E compete à sociedade, e em Montargil é uma terra em que as pessoas se conhecem, perceber as alterações de comportamentos pois essas coisas dão sempre sinais . Há sempre um sinal que se dá, normalmente há sempre um pedido de ajuda que se faz, acontece é que muitas vezes não é compreendido pelos outros, há sempre como já disse alterações de comportamento. Ou que está em casa há mais de um ano, ou que começa a pagar as dívidas, ou começa a escrever cartas, ou se isola, ou anda muito triste, ou não vai ao Café como costumava ir com os amigos.

LINO—Há quem diga que quando uma pessoa diz que se mata, não tem consequências.
LUIS--Normalmente há que tomar isso como um pedido de ajuda, é importante tomar isso como um sinal.
Há vários tipos de tentativa de suicídio, há aquela pessoa que está desesperada, o homem no Alentejo que o avisa e que se enforca e dá um tiro na cabeça; ou aquelas pessoas que produziram problemas de personalidade que só resolvem as coisas chamando um bocadinho a atenção

LINO—Entretanto o audiovisual…
LUIS-é um bom veículo para sensibilização das populações. Porque um bom filme consegue transmitir o que se passa na cabeça de alguém que está completamente desesperado e não vê qualquer solução à sua vida. Uma das melhores definições de suicídio que eu encontrei até hoje “uma solução definitiva para um problema provisório”.

LINO-O integrar um colectivo, uma associação cultural é muito importante para desviar um pouco essas situações.
LUIS—É, é muito importante, é o conviver com outras pessoas, em Montargil, no Alentejo onde as pessoas vivem em isolamento, a alegria nas colectividades, a participação social que as pessoas têm nessas colectividades, faz com que se sintam mais integradas, muito mais apoiadas.

LINO—Que trabalho, no âmbito da saúde mental, achas tu que se pode e deve realizar numa freguesia?
LUIS—V ejo com alguma preocupação a extinção de alguns Centros de Saúde,e haver poucos profissionais com formação na área da saúde mental. Vejo também com alguma preocupação o Desemprego, vejo com alguma preocupação o afastamento social e o divorcio..

LINO-Consideras então que ao contrário do que muitos dizem,o divórcio não é uma mais valia..
LUIS—O divórcio é uma destruturação da célula familiar, dependendo é certo das pessoas que estão envolvidas, mas um dos momentos em que é mais comum suicidarem-se é na altura do divórcio.

LINO—Falando da juventude, uma certa liberdade social, mesmo sexual, não poderá ser um motivo negativo?
LUIS—A liberdade é positiva, mas numa família em que os pais podem ser pessoas muito rígidas…há que encontrar um meio termo, um equilíbrio.

LINO--Uma mensagem a terminar por hoje.
LUIS-Parafrasendo J.R.R. Tolkien “onde há vontade não falta caminho”
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