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     C/LURDES BREDA

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    AutorMensagem
    lino mendes
    Admin


    Número de Mensagens : 869
    Data de inscrição : 27/06/2008

    MensagemAssunto: C/LURDES BREDA   Sex Nov 25, 2011 12:02 am

    [

    Á Cnversa
    com LURDES BREDA



    font=Comic Sans Ms][size=18][size=18]É um rosto de sorriso fácil. Um sorriso nascido na sua própria simplicidade e no amor de todos aqueles que a rodeiam. Um sorriso que brota da fertilidade da terra. Um sorriso que irradia a luz do sol, que desabrocha no perfume das flores e se dispersa no abraço do vento até aos confins da fantasia…
    Considera-se um ser humano privilegiado pelo afecto que os outros lhe dedicam e pelo dom da escrita. Do seio da Natureza flúi a inspiração, que dá vida às palavras, com que inunda a brancura do papel.
    A sensibilidade e a criatividade são instrumentos fundamentais, que utiliza na elaboração dos seus textos, recamando-os depois, com a multiplicidade dos sentimentos e das emoções experimentadas no quotidiano.
    Quando acredita que determinado percurso é o mais certo para os objectivos a que se propõe, é obstinada em segui-lo. Possui, todavia, uma enorme capacidade de improviso, face às adversidades inerentes a qualquer vivência.
    Se tivesse que apontar alguns dos seus defeitos, não hesitaria em dizer que é teimosa, demasiado perfeccionista e extremamente distraída. Ironicamente, ou talvez não, muitas são as pessoas, que após lerem o que ela escreve, lhe dizem ser boa observadora. Pensa então, para consigo mesma, que o que tem é uma imaginação demasiado fértil.
    ALGUÉM ESCREVEU,LI,E CONCORDEI!

    Vamos à conversa.Photobucket

    Qual a importância que o “escrever” tem para a Lurdes e quais os objectivos que visam os seus livros?
    Escrever é tão natural, para mim, como rir ou respirar. Faz parte daquilo que sou. É instintivo. Parece que esteve sempre dentro de mim. É através da escrita que eu melhor expresso os meus sentimentos e emoções. Escrever tornou-se um canal essencial para a transmissão das minhas mensagens. Cada um dos meus livros é, acima de tudo, o resultado de um acto de prazer. Independentemente daquilo que possa transmitir, leva a paixão pela escrita impressa nas suas páginas. Consoante o público-alvo, os objectivos diferem de livro para livro, de projecto para projecto. Essencialmente, e no que respeita às idades mais novas, a minha escrita tem como finalidade estimular o gosto pela leitura através da partilha e da afectividade que espero despertar com as minhas histórias, isto pela vertente lúdica. No entanto, tento ainda acrescentar uma vertente pedagógica, conciliando alguns dos conteúdos dos programas escolares com a literariedade e a imaginação, o que acaba por ser um desafio muito interessante.
    Somos um país em que se realizam muitos concursos literários. Em seu entender, qual a função dos mesmos no desenvolvimento literário?
    Os certames literários, na minha óptica, e ao longo dos anos, têm servido vários propósitos. Numa perspectiva social, têm contribuído para o intercâmbio e o contacto entre pessoas das mais diversas origens e também para a dinamização e promoção do património natural, arquitectónico e etnográfico das diferentes localidades, onde se realizam esses mesmos certames. A nível literário, os concursos servem de incentivo ao aparecimento de novos valores na área da literatura e à divulgação de certas modalidades literárias para que estas não caiam em desuso. É, ainda, uma forma acessível de levar cultura a todos aqueles que se interessam pela literatura e pela escrita em particular, com a mais-valia de despertarem nos menos interessados o gosto por esta área. Por outro lado, as academias, associações, grupos, municípios e outras entidades organizadoras dos concursos literários saem mais enriquecidas culturalmente e com maior visibilidade pelas actividades profícuas que desenvolvem neste âmbito.
    Em que bases devem assentar os respectivos regulamentos?
    Os regulamentos dos concursos literários devem, acima de tudo, incentivar hábitos de escrita e de leitura, fomentar a descoberta de novos valores na área das letras e dar, sempre que possível, a conhecer personalidades que, de uma forma ou de outra, se distingam ou se tenham distinguido na sociedade na área das letras. A qualidade linguística e literária, a criatividade e originalidade e a organização e coerência dos textos devem ser outros dos critérios a ter em conta pelos regulamentos.
    Os próximos Jogos de Montargil vão incidir nas modalidades de “quadra popular”, “conto curto” e, pela primeira vez, “décima”. Considera que haverá outra ou outras modalidades mais importantes e a introduzir?
    Modalidades mais importantes a introduzir, não diria… Contudo, penso que haveria um número maior de participantes se estivesse contemplada a modalidade de “poesia livre”. Em termos formais é menos exigente do que, por exemplo, a “décima”. Apesar de os concursos contribuírem em muito para o conhecimento destas modalidades, há sempre quem tenha dificuldade na sua concepção pelas normas a que estas obrigam.
    Como considera que um júri deve funcionar?
    O júri deve, em primeiro lugar, ter um bom conhecimento do regulamento para o fazer cumprir. Deve, igualmente, ter competência na área da língua portuguesa, com conhecimentos linguísticos e literários, do meu ponto de vista, imprescindíveis a uma avaliação idónea. Também deve possuir sensibilidade e abertura para apreciar trabalhos que se mostrem originais e inovadores. Seria desejável e salutar que o júri fosse composto por elementos das várias áreas do conhecimento ligadas à escrita, pois esta multidisciplinaridade pode trazer uma visão mais abrangente sobre os trabalhos a concurso.
    Pessoalmente não concordo com “campeonatos” em cultura. O que me diz se em vez, por exemplo, do 1º ao 5º lugar, se escolhesse uma espécie de quadro de honra de 5?
    Penso que a competição pode ser saudável e servir de desafio aos concorrentes. Os prémios, ainda que muitas vezes simbólicos, são um estímulo ou um pretexto para que se escreva e, sobretudo, para que se tente escrever bem. As primeiras classificações, quando justas e imparciais, favorecem a auto-valorização e a auto-estima do premiado, seja ou não ele um escritor. Além disso, existem determinadas localidades em que a cultura, nomeadamente a cultura literária, é vista com indiferença. A atribuição de prémios pode constituir uma estratégia ou mesmo um pretexto para levar as pessoas em geral a interessarem-se mais pela literatura[/size]
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