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 Em nome da História QA REPUBLICA

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linomendes



Número de Mensagens : 328
Data de inscrição : 16/06/2010

MensagemAssunto: Em nome da História QA REPUBLICA   Ter Out 04, 2011 11:19 pm



IMPLANTAÇÃO DA REPUBLICA
5 de Outubro de 1910/2011Photobucket

Quando se encontra implantada em Portugal há mais de cem anos ,posso afirmar sem medo de errar, que a grande maioria dos portugueses ignora que vivemos numa República, desconhece as bases que a caracterizam, quais as diferenças essenciais em relação à Monarquia. Mas, ao que parece, o conhecimento da História não interessa aos que no nosso País planificam a transmissão de saberes.

Como compreenderão, não vou aqui e agora fazer a apologia de uma ou de outra forma de Governo, apenas deixar uns tópicos que os leve a interessarem-se por um estudo mais profundo da matéria.

A origem da República remonta à Roma clássica, e é uma forma de Governo em que o povo, através do voto livre e secreto, com intervalos regulares de tempo, escolhe o Presidente. Hoje existem a República presidencialista, e a República parlamentarista (a que vigora no nosso país). Por sua vez a Monarquia é um regime que tem o Monarca ,o Rei como chefe de estado. Neste caso não existem eleições, o povo não escolhe, já que o “poder é transmitido ao longo da linha sucessória”.

Entretanto, e para os monárquicos,”o monarca é quem melhor desempenha as funções de chefe de Estado por ter sido preparado para ele, por não pertencer a nenhum partido político e por não depender de campanhas eleitorais e nem de financiamento eleitoral”
A isto contrapõem os republicanos, que a República “está em oposição à tirania”( João de Barros),”é um conjunto de homens unidos pelo direito, onde todos os cidadãos estão ligados entre si por uma aliança pública, estão à uma, absolutamente de acordo no que respeita à salvação pública”(D. Jerónimo Osório).

Entretanto, Fernando Pinto (Diário do Sul-4/10/2007) diz que “ a república é a própria essência da democracia” e onde “ é possível proclamar que todos nascem livres e iguais em direitos e deveres”, enquanto na monarquia”uns têm direitos e deveres que outros não têm”, onde”existem destinos traçados antes de se nascer”



Tudo se consumou em 5 de Outubro de 1910, mas o primeiro sinal tinha sido dado muito antes, em 31 de Janeiro de 1891, com a revolta republicana no Porto. Entretanto, o Rei D. Carlos e o Príncipe D. Luiz Filipe são assassinados em 1 de Fevereiro de 1908, enquanto o Rei D. Manuel II, que lhes sucede, assiste à abertura das Cortes em 29 de Agosto de 1908.

Em 5 de Outubro de 1910 e até 1926 governa então a “Primeira República Portuguesa”, período de situação instável devida às divergências entre os próprios republicanos, e durante o qual houve 7 Parlamentos, 8 Presidentes da República e à volta de 50 Governos.


Entretanto não será de omitir, tanto mais que num país de tradição católica a ideia que se criou de que ser republicano é ser contra a Igreja. E na verdade, logo em 8 de Outubro ,Afonso Costa publica os decretos “anticlericais” que inclusivamente determinam a expulsão da Companhia de Jesus. Mas a política evolui em função do tempo e do espaço, e hoje temos uma República que inclusivamente legaliza um Partido Monárquico.
Certo que a Constituição que nos rege, impõe uma governação laica. Mas atenção que um país ser laico não significa ser contra a Igreja, mas sim que não pode impor uma religião oficial. No nosso pais, aliás, está instituída a liberdade religiosa.

Lin
o Mendes
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linomendes



Número de Mensagens : 328
Data de inscrição : 16/06/2010

MensagemAssunto: Ainda a REPUBLICA   Qua Out 05, 2011 12:33 am



Infelizmente e de outro modo não poderá ser, os “sistemas políticos” são aquilo que os homens fazem deles. Vejamos , por exemplo, no HOJE se podem considerar-se Democratas alguns que estão a delapidar o país. Por isso, e não sei o que havia por detrás, os decretos anti-clericais de 8 de Outubro de 1910 poderão nada ter a ver com a República na sua essência…

Uma preocupação grande que hoje vejo em muitos que se dizem republicanos, é se a BANDEIRA e o HINO NACIONAL devem ou não ser alterados. No entanto não têm a mínima preocupação de lutar para implementar os três factores básicos da REPÚBLICA:--LIBERDADE, IGUALEDADE, FRAT
ERNIDADE.
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linomendes



Número de Mensagens : 328
Data de inscrição : 16/06/2010

MensagemAssunto: Laboratório de Opiniões   Qua Out 05, 2011 6:48 pm


Laboratório de Opinião
Liberdade, Igualdade, Fraternidade
________________________________________
Liberdade, igualdade, fraternidade, estas três palavras são, por si sós, o programa de toda uma ordem social, que realizaria o progresso mais absoluto da Humanidade, se os princípios que representam pudessem receber sua inteira aplicação. Vejamos os obstáculos que, no estado actual da sociedade, podem a isso se opor e, ao lado do mal, procuremos o remédio.
A fraternidade, na rigorosa acepção da palavra, resume todos os deveres dos homens relativamente uns aos outros; ela significa: devotamente, abnegação, tolerância, benevolência, indulgência; é a caridade evangélica por excelência e a aplicação da máxima: "Agir para com os outros como gostaríamos que os outros agissem connosco." A contrapartida é o Egoísmo. A fraternidade diz: "Cada um por todos e todos por um." O egoísmo diz: "Cada um por si." Sendo essas duas qualidades a negação uma da outra, é tão impossível a um egoísta agir fraternalmente, para com os seus semelhantes, quanto o é para um avarento ser generoso, a um homem pequeno alcançar a altura de um homem grande. Ora, sendo o egoísmo a praga dominante da sociedade, enquanto ele reinar dominador, o reino da verdadeira fraternidade será impossível; cada um quererá da fraternidade em seu proveito, mas não a quererá para fazê-la em proveito dos outros; ou, se isso faz, será depois de estar seguro de que não perderá nada.
Considerada do ponto de vista de sua importância para a realização da felicidade social, a fraternidade está em primeira linha: é a base; sem ela não poderia existir nem igualdade e nem liberdade sérias; a igualdade decorre da fraternidade, e a liberdade é a conseqüência das duas outras.
Com efeito, suponhamos uma sociedade de homens bastante desinteressados, bons e benevolentes para viverem, entre si, fraternalmente, não haveria entre eles nem privilégios nem direitos excepcionais, sem o que não haveria ali fraternidade. Tratar alguém como irmão, é tratá-lo de igual para igual; é querer-lhe o que desejaria para si mesmo; num povo de irmãos, a igualdade será a consequência de seus sentimentos, de sua maneira de agir, e se estabelecerá pela força das coisas. Mas qual é o inimigo da igualdade? É o orgulho. O orgulho que, por toda a parte, quer primar e dominar, que vive de privilégios e de excepções, pode suportar a igualdade social, mas não a fundará jamais e a destruirá na primeira ocasião. Ora, sendo o orgulho, ele também, uma das pragas da sociedade, enquanto não for destruído, oporá uma barreira à verdadeira igualdade.
A liberdade, dissemos, é filha da fraternidade e da igualdade; falamos da liberdade legal e não da liberdade natural que é, por direito, imprescritível para toda criatura humana, desde o selvagem ao homem civilizado. Vivendo os homens como irmãos, com os direitos iguais, animados de um sentimento de benevolência recíproco, praticarão entre si a justiça, não procurarão nunca se fazerem mal, e não terão, conseqüentemente, nada a temer uns dos outros. A liberdade será sem perigo, porque ninguém pensará em dela abusar em prejuízo de seus semelhantes. Mas como o egoísmo que quer tudo para si, o orgulho que quer sempre dominar, dariam a mão à liberdade que os destronaria? Os inimigos da liberdade são, pois, ao mesmo tempo, o egoísmo e o orgulho, como o são da igualdade e da fraternidade.
A liberdade supõe a confiança mútua; ora, não poderia haver confiança entre pessoas movidas pelo sentimento exclusivo da personalidade; não podendo se satisfazer senão às expensas de outrem, sem cessar, estão em guarda uns contra os outros. Sempre com medo de perder o que chamam seus direitos, a dominação é a condição mesma de sua existência, por isso armarão sempre ciladas à liberdade, e a abafarão tanto tempo quanto o puderem.
Esses três princípios são, pois, como o dissemos, solidários uns com os outros e se servem mutuamente de apoio; sem sua reunião, o edifício social não poderia estar completo. A fraternidade praticada em sua pureza não poderia estar só, porque sem a igualdade e a liberdade não há verdadeira fraternidade. A liberdade sem a fraternidade dá liberdade de acção a todas as más paixões, que não têm mais freio; com a fraternidade, o homem não faz nenhum mau uso de sua liberdade: é a ordem; sem a fraternidade, ele a usa para dar curso a todas as suas torpezas: é a anarquia, a licença. É por isso que as nações mais livres são forçadas a fazerem restrições à liberdade. A igualdade sem a fraternidade conduz aos mesmos resultados, porque a igualdade quer a liberdade; sob pretexto de igualdade, o pequeno abate o grande, para se substituir a ele, e se torna tirano a seu turno; isso não é senão um deslocamento do despotismo.
Segue-se que, até que os homens estejam imbuídos do sentimento da verdadeira fraternidade, falta tê-los na servidão? Que sejam impróprios às instituições fundadas sobre os princípios de igualdade e de liberdade? Semelhante opinião seria mais do que um erro; seria absurda. Não se espera que uma criança haja feito todo o seu crescimento para fazê-la caminhar. Quem, aliás, a tem mais frequentemente em tutela? São homens de ideias grandes e generosas, guiados pelo amor ao progresso? Aproveitando da submissão de seus inferiores, para desenvolver neles o senso moral, e elevá-los, pouco a pouco, à condição de homens livres? Não; são, na maioria, homens ciosos de seu poder, à ambição e à cupidez dos quais outros homens servem de instrumento, mais inteligentes do que animais, e que, para esse efeito, em lugar de emancipá-los os têm, o maior tempo possível, sob o jugo e na ignorância. Mas essa ordem de coisas muda por si mesma pela força irresistível do progresso. A reacção é, às vezes, violenta e tanto mais terrível quanto o sentimento de fraternidade, imprudentemente abafado, não vem interpor um poder moderador; a luta se estabelece, entre aqueles que querem agarrar e aqueles que querem reter; daí um conflito que se prolonga, frequentemente, durante séculos. Um equilíbrio factício se estabelece enfim; há melhoria; mas sente-se que as bases sociais não estão sólidas; o solo treme a cada instante sob os passos, porque não é, ainda, o reino da liberdade e da igualdade sob a égide da fraternidade, porque o orgulho e o egoísmo estão sempre ali, levando ao fracasso os esforços dos homens de bem.
Todos vós que sonhais com essa idade de ouro para a Humanidade, trabalhai, antes de tudo, na base do edifício, antes de querer coroar-lhe a cumeeira; dai-lhe por base a fraternidade em sua mais pura acepção; mas, para isso, não basta decretá-la e inscrevê-la sobre uma bandeira; é preciso que ela esteja no coração e não se muda o coração dos homens com decretos. Do mesmo modo que, para fazer um campo frutificar, é preciso arrancar-lhe as pedras e os espinheiros, trabalhai sem descanso para extirpar o vírus do orgulho e do egoísmo, porque aí está a fonte de todo mal, o obstáculo real ao reino do bem; destruí nas leis, nas instituições, nas religiões, na educação, até os últimos vestígios, os tempos de barbárie e de privilégios, e todas as causas que mantêm e desenvolvem esses eternos obstáculos ao verdadeiro progresso, que se recebe, por assim dizer, desde a meninice e que se aspira por todos os poros na atmosfera social; só então os homens compreenderão os deveres e os benefícios da fraternidade; então, também, se estabelecerão por si mesmos, sem abalos e sem perigo, os princípios complementares da igualdade e da liberdade.
A destruição do egoísmo e do orgulho é possível? Dizemos alta e ousadamente SIM, de outro modo seria preciso colocar uma suspensão ao progresso da Humanidade. O homem cresce em inteligência, é um fato incontestável; chegou ao ponto culminante que não poderia ultrapassar? Quem ousaria sustentar essa tese absurda? Progride ele em moralidade? Para responder a esta pergunta, basta comparar as épocas de um mesmo país. Por que, pois, teria antes alcançado o limite do progresso moral do que do progresso intelectual? Sua aspiração, para uma ordem de coisas melhor, é um indício da possibilidade de a isso chegar. Aos homens progressistas cabem ativar o movimento pelo estudo e pela prática dos meios mais eficazes.
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