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 MALA DE VIAGEM

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lino mendes
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Número de Mensagens : 869
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MensagemAssunto: MALA DE VIAGEM   Seg Nov 17, 2008 7:26 pm

Nicolau Saião



Nicolau Saião - (Monforte do Alentejo - Portalegre, 1946) é poeta, publicista, actor-declamador e artista plástico. Participou em mostras de Mail Art em diversos países. Em 1992 a Associação Portuguesa de Escritores atribuiu o prémio nacional Revelação/Poesia ao seu livro “Os objectos inquietantes”. Fez para a “Black Sun Editores” a primeira tradução mundial integral de “Os fungos de Yuggoth” de H.P.Lovecraft (2002), que anotou, prefaciou e ilustrou. Tem colaboração dispersa por jornais e revistas nacionais e estrangeiras (DiVersos, Carré Rouge, Agulha, Arquivos de Renato Suttana, La Lupe, TriploV, Jornal de Poesia, Velocipédica Fundação) nos ramos da arte, da literatura e da sociologia comportamental. A este propósito tem participado em eventos e proferido palestras e conferências nacional e internacionalmente. Faz parte, por banda de Portugal, do Conselho Consultivo da Bienal de Fortaleza, Estado do Ceará (Brasil) e é vice-presidente da “Lionel Crabowe Brotherood”.

É membro honorário da Confraria dos Vinhos de Felgueiras, cidadão honorário de Monforte e foi galardoado em 2001 pelo município da cidade de Portalegre com a medalha de prata de mérito municipal.




Nicolau Saião não nasceu em Montargil mas por aqui passou alguns tempos da sua meninice quando da construção da Barragem. É um Amigo !E vai colaborar connosco com “Mala de Viagem”,programa que foi de grande sucesso na Rádio Portalegre.
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lino mendes
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MensagemAssunto: NICOLAU SAIÃO NO BRASIL   Qui Nov 20, 2008 8:38 pm

Só a partir da próxima semana NICOLAU SAIÃO poderá começar a colaborar connosco,dado que neste momento se encontra no Brasil, na BIENAL DE FORTALEZA.
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pedrolopes

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MensagemAssunto: Re: MALA DE VIAGEM   Sex Nov 21, 2008 2:40 am

Seja bem-vindo Nicolau... =)
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lino mendes
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MensagemAssunto: MALA DE VIAGEM   Sab Fev 07, 2009 9:13 pm

O PRAZER DE CITAR





Tenho um gosto pronunciado pelos provérbios e as citações.

Os provérbios porque, independentemente da sua justeza, por vezes são pérolas de fantasia verbal; as citações porque correspondem a momentos excepcionais no espírito dos autores das frases, quando a mente, em fase ascendente e profundidade fecunda, traça girândolas que jamais se apagam.

Além disso, ambos são úteis. Os primeiros servem muito bem para nos acautelar o dia-a-dia, tornando-nos mais atentos às eventuais ciladas; os segundos, além de serem uma homenagem reconhecida a quem as pronunciou ou escreveu, dão sempre sinal sonoro que ilumina tudo em torno.

Assim, por exemplo, quando um político astuto e cheio de ronha vem prometer mundos e fundos, tirando o pigarro uma pessoa pode responder-lhe parafraseando Churchill: " Pois... Como se eu não soubesse que a política é a arte de ajudar o público a não tratar dos assuntos que lhe interessam...". E, se um malacueco qualquer até nós vem com falinhas mansas para nos interessar num negócio chorudo e de mão-beijada, podemos raciocinar: "Tá bem, deixa...Como se eu não soubesse que não dá o frade do que bem lhe sabe!". Se alguém se queixa de que, num estabelecimento, comprou um produto bom e barato, desses que a perclara televisão nos mete pelos lúzios adentro e que a breve trecho pifou, pode pensar com equilíbrio: "Fui um saloio... Então não sabia eu que as pechinchas dão em requinchas?". E, ao saber que num determinado serviço público certos funcionários andaram a lesar o contribuinte mediante actos de pequena ou grande corrupção, abafados pelos superiores factuais, pode comentar com filosofia: "Os javardos, na lama, são donos como el-Rei no Paço...". E a alguém que se admire de que num areópago os representantes populares passem o tempo a bulhar por dez réis de mel coado, esquecendo os interesses da nação, pode responder-se com sensatez: " Deixe lá... Se se pusessem de acordo é que se calhar era mau. Pois não sabe o meu amigo que quando os barões se abraçam quem leva as pauladas é o servo?". Espanta-se uma pessoa porque os inquéritos sobre os casos das contas de… e das luvas de... demoram a deslindar-se? É referir-se-lhe, com bonomia: "Tenha lá tento! Então nunca ouviu dizer que a roupa suja deve ser lavada em família?". E ao fabiano que comente o ar patibular de certas figuras públicas, pode esclarecer-se sensatamente, a exemplo de Oscar Wilde: "Note, meu caro, que cada sujeito tem a cara que merece. Aliás, a partir dos trinta anos cada um é responsável pela cara que tem...". Vem um tipinho, muito moralista, metido na sua indumentária a dar conselhos à gente, pela televisão e pela rádio, alertando-nos para a nossa falta de contenção na fala e para o nosso amor ao mundo, ao dianho e à carne? É repontar-se-lhe de pronto: "Sim, sim...Bem prega frei Tomás". Ou, como escreveu um dia Benjamin Péret, "Quando eu tinha 20 anos, os espertalhaços avisavam-me: vais ver quando tiveres 40 anos! Tenho 40 anos - não vi nada...".

Pela minha parte, digo que embora os ditames e as citações sejam inúteis para ultrapassar certas situações de facto (vejam, por exemplo, se é possível acabar com o abuso de poder de certos donos dos grandes dinheiros com um provérbio jogado à cabeça do argentário) o que não admira pois lá reza o ditado sobre o trinta-e-um de boca, e sabe-se que cantar é bonito mas não enche barriga, serei sempre apreciador de tão concisos conceitos.

Bom, mas calo-me já para não correr o risco de algum leitor mais afoito me dizer fique-se com a sua sabença que eu fico-me com a minha mantença ou, pior ainda, vozes de jerico não chegam ao firmamento.
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lino mendes
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MensagemAssunto: MALA DE VIAGEM   Dom Mar 29, 2009 1:57 pm

NA CONTRAMÃO








AMENDOAS AMARGAS

Vive-se neste momento em Portugal, tal como em certas alturas do chamado PREC, de novo um clima de confusão, de inquietação e de temor. Claro, insofismável, digamos que proposto com todo o descaramento por grados asseclas do poder, esse poder putativamente arrogante e autoritário que só está tranquilo quando manda ao arrepio e quando estabelece a apreensão na cabeça do Zé Povinho.
Certas entidades já nem mesmo disfarçam os seus intuitos visando desiquilibrar o regime tendencialmente democrático e criar as condições propícias a um clima discricionário, arbitrário e obscenamente musculado, ou seja: não feito, como no antigo regime, através da pancada e do envio para o calabouço dos adeptos do “establishment democrático” – a Europa talvez não estivesse pelos ajustes – mas mediante o método mais soft (ou mais cínico e pervertido?) e convenhamos de facto mais eficaz, da aquisição da velada ameaça de “uma nova maioria absoluta” discricionária, como refere por todo o lado o slogan muito glosado dos nostálgicos do autoritarismo alvar, despejado, e servir-se disso depois para o conhecido “quero, posso e mando”. Não para governar melhor, mas para mandar mais e com maior descaramento!
Em determinadas localidades já nem mesmo se tapam como sói dizer-se: certos próceres declaram com santa ingenuidade que o seu alvo é, através dos bons ofícios do putativo próximo/mesmo regime, colocar no redil da marginalização pessoas que os estorvem (a isso chamam “gente que só gosta de chatear”). Por outras palavras mais adequadas: que não os apoiem nem os sufraguem, numa atitude claramente anti-democrática que se espelha na jaculatória propagandística primária de certos sectores que mais não são que émulos dos que havia nos bons velhos tempos do autoritarismo expressivo, com um tipo de discurso que mais parece proveniente dos cinzentos corredores do pensamento e da prática havida durante o consulado do professor Salazar.


Percebe-se perfeitamente que para certos fulanos a democracia de partidos que tenham voz além da sua é um estorvo - e a democracia “tout court” uma espécie de azia que sairá com os sais de frutos de uma pretensa maioria absoluta despejadamente antipopular: pois já o expressam nos mídias - se o povo fala, a isso já chamam de novo populismo (?).
Em certos lugares, como na tal localidade a que me reporto, a receita é simples: marginalizam-se os dissidentes nos diversos campos onde actuem… – muitas vezes deixando que siga curso a eventual difamação e a calúnia (seria boa a atenção do Sr. Procurador-Geral da República) – cala-se-lhes a boca através da discriminação e das presuntivas ameaças. Pode prever-se que mais tarde e quando já tiverem tudo nas mãos impolutas seguir-se-ão, se necessário, outras acções mais decididas e “viris”? De acordo com o que se vai deixando constar, se tal se mostrar preciso far-se-á o que for de fazer para meter juízo nas cabeças “implumes” dessa gente que, como diz a expressão vernácula, levantam cabelo mediante a assunção da dignidade pessoal. Não é para isso que servem os sistemas jurídicos favoráveis ao arbítrio, sectores “favoráveis” de forças militarizadas e esbirros declarados acantonados em “órgãos de informação” frequentemente anónimos e onde se usa praticar a injúria soez?
Não pensem os bem-intencionados que por vivermos na “civilizada Europa” estamos defendidos destas coisas sibilinas e inquietantes: basta olhar-se para a Itália e meditar-se no que o complexo Berlusconni tem feito à pátria de Miguel Ângelo. Só no Terceiro Mundo é que estas coisas acontecem? Ora, ora…
Há sectores que jogam na consabida falta de memória das populações, no seu desejo de facturar mesmo que a produção escassa não o aconselhe, no egoísmo dos que depois de delapidarem as gordas esmolas de Bruxelas querem também delapidar os poucos cobres que se salvaram da voragem consumista posta a correr precisamente pelos grandes financistas que se incrustaram nas cadeiras desse poder particular que só tem recebido carinhos do poder institucional depois de macular gravemente a economia da nação.
Para falarmos claro: esses sectores que só esperam um decisivo passo em falso do venerando primeiro-ministro actual para, num passe de mágica, nos continuarem a saltar à garganta…simbolicamente.


ns
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