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 ALDEIA DA PEQUENADA

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linomendes



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MensagemAssunto: ALDEIA DA PEQUENADA   Seg Set 12, 2011 11:28 pm

A lenda do Áster, uma lenda de Outono
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No mês de Setembro, o Outono começa a deitar o nariz de fora... Mas uma pequenina flor alegra ainda os nossos jardins: o áster. É sobre esta bonita flor que vos vou falar.



Os ásteres são antigas flores dos campos da mesma família das margaridas, e o seu nome botânico "aster" significa estrela em Latim e Grego. Os ásteres eram flores sagradas de deuses gregos e romanos, com as quais se enfeitavam os altares. Na linguagem das flores, os ásteres simbolizam o Amor, a Lealdade, Sabedoria, Luz e Poder; para os Chineses estas flores são o símbolo da Fidelidade.

Há lendas gregas e romanas associadas aos ásteres; mesmo uma lenda da Idade do Ferro. Mas a lenda que gostaria de partilhar convosco é uma lenda dos Índios Cherokee da América do Norte. Esta lenda conta-nos que duas tribus guerreiras estavam em guerra por causa de um terreno de caça, e que durante o conflito chegaram a uma aldeia e mataram todos os habitantes. Só escaparam duas jovens irmãs que se encontravam num bosque ali perto. Uma das jovens estava vestida de amarelo vivo; a outra tinha um vestido azul alfazema com franjas.

Horrorizadas com o que vinha de acontecer aos outros habitantes da aldeia, as duas jovens fugiram para a montanha dos arredores à procura da Senhora das Ervas, que era conhecida por ter recebido dos deuses o dom de fabricar poções mágicas com plantas que colhia durante o dia.

Quando chegaram ao lugar onde vivia a Senhora das Ervas, as duas irmãs estavam muito cansadas e adormeceram imediatamente sobre a erva. Enquanto dormiam, a Senhora das Ervas pôs-se a interrogar o futuro e apercebeu-se de que os guerreiros procuravam as duas jovens. Regou-as então com uma das suas poções mágicas e cobriu-as com folhas. No dia seguinte as jovens estavam transformadas em duas belas flores, que cresciam exactamente no sítio onde elas tinham dormido. Uma das flores parecia uma pequena estrela de cor azul alfazema - era o áster. A outra era a vara-dourada.

© Dulce Rodrigues[/size][/font]
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MensagemAssunto: AS FLORES   Seg Set 12, 2011 11:38 pm



AS PLANTAS NOSSAS AMIGAS
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... e da nossa saúde

Ao longo de toda a minha vida, tenho sido uma apaixonada pela Natureza, pela sua grandeza e diversidade em geral, pelas plantas em particular. Talvez porque desde pequena, em casa dos meus pais, tivesse tido a sorte de dispor de um jardim, a verdade é que nunca consegui viver sem estar rodeada de árvores e flores, por mais pequeno que tivesse sido o bocado de terra que possuía, e apesar das várias vezes que mudei de casa... e de país!

Por toda a parte existe um bocado de terra à nossa espera, e quer as plantas que cultivamos, quer as que nascem espontaneamente nos campos, quase todas elas nos fornecem uma variada e riquíssima farmacopeia: elas fizeram parte da medicina primitiva, foi o homem que as colheu e experimentou.

Desde os tempos mais remotos que o uso das plantas com fins curativos é descrito em tratados de medicina, dos quais o mais antigo é a pequena placa de argila encontrada nas ruínas de Nippur, na antiga Suméria, e que se encontra hoje no Museu da Universidade de Filadélfia, nos Estados Unidos. Este documento histórico foi escrito por um médico sumério anónimo, que viveu nos fins do terceiro milénio a.C., e que decidiu legar por escrito aos seus colegas e alunos as suas melhores receitas médicas.

Também os Chineses, os Egípcios, e mais tarde os Gregos, nos legaram os seus escritos sobre as fantásticas propriedades medicinais de certas plantas. No seu famoso tratado Corpus Hippocraticu,, descreve Hipócrates - chamado o "pai da medicina" - as enfermidades conhecidas no seu tempo e apresenta, para cada uma delas, o respectivo tratamento com um remédio vegetal. Igualmente Dioscórides, outro Grego célébre, descreve no seu tratado De Materia Medica centenas de drogas de origem vegetal, assim como o não menos notável Galeno deixa o seu nome ligado à conhecida "farmácia galénica", que preconiza a utilização das plantas ao natural para determinados fins terapêuticos.

Todavia, a medicina natural científica só viria a ser definitivamente estabelecida com Paracelso, alquimista, médico e filósofo suíço do século XV-XVI.

Em Portugal, também houve grandes pioneiros da Botânica. É o caso de Avelar Brotero e sobretudo Garcia da Horta. Com o seu tratado Símplices e Drogas da Índia, este último revelou estudos científicos de grande importância, que na sua época lhe valeram renome internacional. E já cerca de cinquenta anos antes de Garcia da Horta, um minucioso trabalho de descrição de plantas tinha sido apresentado por Tomé Pires, natural de Leiria, que estivera na Índia durante o reinado de D. Manuel I.

Infelizmente, uma época existe na história da humanidade em que um certo "obscurantismo" reina, que aliado à "sede de lucro financeiro" tem levado ao declínio no uso das plantas como remédio eficaz contra certas doenças: os princípios activos que estão na base das suas propriedades curativas passaram a ser obtidos sinteticamente pela indústria química. Embora pareça que este facto só nos pode regozijar, a verdade é que, nas plantas, as várias substâncias activas encontram-se num estado físico-químico muito particular, libertam-se progressivamente no organismo e têm a incomparável vantagem de não provocarem os efeitos secundários dos medicamentos sintéticos com as mesmas propriedades.

Segundo dizia o célebre botânico sueco Carl von Linné, considerado o precursor da classificação das plantas com base nas características das suas flores, a flora portuguesa é uma síntese das floras de todo o mundo, o que não admira, visto que a diversidade das condições geográficas, geológicas e climatéricas do nosso país permite o desenvolvimento de espécies vegetais de quase todas as regiões do mundo. Se se soubesse aproveitar o que há de bom no país, Portugal seria o pomar, a horta e o jardim por excelência da Europa, senão do mundo inteiro. Infelizmente, nunca recebemos a educação necessária nesse sentido. Talvez o futuro nos ensine alguma coisa!

Esse seria o meu grande desejo para este terceiro milénio, e também que se realize a fusão da medicina moderna com a medicina tradicional, pelo menos no campo dos meios preventivos: afirmava Paracelso que "a tarefa do médico é estimular a resistência do corpo através de remédios naturais, a fim de que o organismo se cure a si próprio". Longe de mim a ideia de pretender fazer crer que as plantas medicinais podem substituir os remédios químicos em todas as doenças - estes continuam os únicos remédios para muitas delas, como a meningite e outras.

A minha satisfação será igualmente tanto maior quanto estes meus artigos possam incentivar mais pessoas a cultivar algumas destas maravilhosas plantas nossas amigas, quer para gozarem das suas salutares qualidades em infusões, decocções ou outros processos; quer para condimentarem os seus cozinhados ou, simplesmente, pelo seu perfume e pela beleza da sua folhagem e das suas flores.

Se gosta de flores, visite o meu fotorama.

© Dulce Rodrigues





Última edição por linomendes em Ter Set 13, 2011 12:16 am, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: A LINGUA MATERNA   Seg Set 12, 2011 11:54 pm


PORTUGUÊS, mais bela língua materna
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Aprendizagem da língua materna

Postado por Dulce Rodrigues

Tal como para todo e qualquer outro campo do conhecimento, o alicerçamento da aprendizagem da língua materna faz-se na escola, a instituição vocacionada para o ensino. Como para qualquer outra matéria – mas sobretudo porque a linguagem é uma forma de expressão e compreensão de um determinado código – a melhor maneira de a aprendermos é através da leitura. Tratando-se de uma língua viva, desnecessário se torna insistir em que a sua aprendizagem passa também pela prática oral.

A língua é o veículo de comunicação por excelência – embora também possamos comunicar por muitas outras formas, nomeadamente através da música e das artes plásticas; aliás as primeiras formas de escrita foram pictográficas. O estudo da nossa língua materna é fascinante, e pena é que os professores, em muitos casos, não sejam capazes de fazer passar a mensagem. Cada palavra encerra uma história, muitas vezes ligada à própria História, e o conhecimento da história dessa palavra poderia contribuir para que, não só se falasse melhor a nossa língua materna, mas também se tivesse mais interesse na sua aprendizagem. Vou dar três exemplos.

Todos nós empregámos certamente já alguma vez a palavra "chauvinista", para definirmos um determinado defeito desta ou daquela pessoa. Esta palavra teve origem em Nicolas Chauvin, um dos soldados de Napoleão, cujo nacionalismo exacerbado ultrapassou de tal modo o de qualquer outro soldado francês, que deu origem ao adjectivo "chauvinista".

Como segunda palavra escolhi "narcisismo", que significa amor exclusivo da sua própria pessoa e tem origem na mitologia grega: Narciso era um jovem de uma rara beleza. Um dia, ao ver a sua imagem reflectida na água de uma fonte, apaixonou-se por essa imagem de si próprio e acabou por morrer de amor, pois não conseguia agarrar esse outro ele-próprio pelo qual se apaixonara. No sítio onde morreu, nasceu a flor que tem o seu nome – o narciso.

A terceira palavra é "Florida", nome de um dos 50 estados norte-americanos. De novo a sua origem é histórica: quando Cristóvão Colombo chegou ao continente americano, viu aquela região toda cheia de flores e chamou-lhe terra florida - mais tarde ficou a chamar-se só Florida. Neste caso específico, se a grande maioria das pessoas - a começar pelos nossos políticos e jornalistas - conhecessem a origem da palavra, evitariam o erro de dizerem "Flórida".

Num próximo artigo, darei um breve resumo sobre a evolução das línguas latinas, com especial referência à nossa língua materna – o português.


Última edição por linomendes em Ter Set 13, 2011 12:21 am, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: DULCE RODRIGUES   Ter Set 13, 2011 12:08 am

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Os primeiros três trabalhos inseridos na ALDEIA DA PEQUENADA, são da autoria da brilhante pedagoga Drª DULCE RODRIGUES que na oportunidade esperamos trazer a Montargil e que connosco está a colaborar.
Os trabalhos, entre outros, foram-nos enviados via INFOBOLETIM,que vivamente aconselhamos a consultar.


NOTA:A imagem de Camões é fr minha responbilidade(Lino Mendes)
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