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 ETNOGRAFIA & FOLCLORE

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linomendes



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MensagemAssunto: ETNOGRAFIA & FOLCLORE   Seg Jul 18, 2011 2:13 pm

Conversas
sobre Folclore
( 1 )

Antes de mais é preciso saber que cada grupo de folclore não se apresenta como quer e lhe apetece, pois terá que ser um “Museu Vivo” à imagem de seus antepassados, o que significa ser o garante da “identidade cultural” da terra/região que representa. E quando falamos em antepassados, às gentes de antigamente, referimo-nos ao tempo em que os usos e costumes não eram influenciados por factores alheios à sua vivência, isto é, não viviam face às “modas” que vinham de fora .Em Montargil situámo-nos no ano de 1920,presumindo-se que seria igual no início do século XX ou mesmo nos fins do século XIX.
Para avaliar tais condicionantes, existe a Federação do Folclore Português que tem “Conselhos Técnicos Regionais”.E no nosso Festival, por exemplo, só participam grupos que sejam considerados representativos pelos respectivos conselheiros.
De uma maneira geral, uma vez por ano ou de dois em dois anos vem a Montargil o “Conselho Técnico Regional do Alentejo” com o qual debatemos problemas de representação.
Photobucket


DURANTE UMA "VISITA TÉCNICA"
Mas falemos agora dos festivais, para dizer que todos os anos solicitamos a presença de um elemento da Federação, a fim de fazer um relatório/avaliação do mesmo (festival). Como são recebidos os grupos e qual o acompanhamento dos mesmos; se os horários são cumpridos; a qualidade da alimentação e como é servida, se sentados se de pé; a qualidade do piso do palco e o tamanho do mesmo; a electrificação do palco e do recinto; a qualidade do som; como é feita a apresentação e se existem tempos mortos no decorrer do espectáculo; qual o tempo de duração do mesmo.
Um duplicado do relatório é-nos depois enviado para ver se há algo a corrigir, e as referências dadas pela Federação a quem as solicita é naturalmente em função do que lhes é transmitido.
E paremos hoje por aqui.

Lin
o Mendes
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MensagemAssunto: Etnografia e folclore 2   Qua Jul 20, 2011 10:54 pm

Conversas
sobre Folclore
( 2 )

Conterrâneo nosso a viver presentemente na Venezuela, --o José Fern ando--entusiasmado com o Rancho muito bom que temos na terra, perguntou-me se o mesmo não deveria vestir todo de igual.
´E evidente que NÃO! E se há ainda directores de ranchos que seguem esse caminho, a verdade é que o grupo deve ser um “museu vivo” da sua comunidade, o “povo nunca se fardou” (vestiu de igual).Este foi o conselho que há trinta e tantos anos me deu a senhora professora Margarida Ribeiro, visita das D.Lourenças e nesse tempo figura marcante do “mundo do folclore”.
Se numa rua ou numa praça espalharmos o nosso rancho, de certo modo é Montargil de 1920 que ali está.
Todo e cada um dos ranchos têm os usos e costumes específicos da sua região, assunto em que não nos metemos por não os termos estudado, mas há agrupamentos que se apresentam com erros crassos. Erros que lhe tiram o direito de se designarem de folclore,e de se integrarem na respectiva Federação.
Ora tome nota:
Está mal
Se vir um componente com relógio de pulso ou qual quer outro adereço que não se usasse no antigamente;
Se vir uma componente com pinturas, nas unhas ou no rosto, e por exemplo sobrancelhas arranjadas;
Se o cabelo estiver à moderna. Aliás, o homem deve usar a cabeça coberta, no nosso caso com chapéu ou carapuça, e a mulher com lenço ou usando carrapito;
Se a saia não for até ao “artelho”;
Se a camisa do homem não for “com frente” e “presilha “
Se o tecido usado tiver fibra;
Se usarem medalhas no trajo;
Se usar calçado moderno e feito em série;
Claro, que a pesquisa/recolha respeitante a trajos, cantigas e danças , não se faz “em cima do joelho”,demora meses e mesmo anos ,conhecimentos, met
odologia.
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MensagemAssunto: Conversas sobre Folclore   Sex Ago 12, 2011 5:32 pm

Sempre considerei o “diálogo”como o caminho certo para
a “clarificação” das coisas. E acontece até que alterei a minha maneira de “ver” os outros grupos, respeitando o conceito dos responsáveis em pormenores com os quais não concorde. Caso por exemplo do trajar ou não trajar de igual.
Há assuntos que importa clarificar, embora todos mas todos os “conceitos” devam ser respeitados. Há questões a que nunca se chegará a uma concordância total, mas poderá haver uma questão de “compromisso”,pois como há dias me dizia uma senhora professora não há regulamentos ou estatuto que permita indicar o conceito certo.
Mas vamos ao assunto de hoje:
O que é Folclore? O mesmo é ou não ´evolutivo?

Quanto à primeira questão e numa reunião realizada em 2002 e por iniciativa do Jornal FOLCLORE em Santarém, uma definição comum terá sido encontrada por unanimidade. Aliás o conceito está nos dicionários, a
Própria UNESCO o definiu, mas havia que encontrar uma linguagem mais compreensível, e que aqui fica:
O folclore deve ser entendido como expressão da cultura tradicional, entendendo-se como tradicional os comportamentos, os usos, as vivências, os valores que qualquer grupo social, relevante culturalmente, utilizou durante o tempo suficiente para impor a marca local, independentemente da sua origem e natureza.
Outros temas, outros assuntos seriam naturalmente debatidos também dada a sua pertinência. Por exemplo, estar errado o conceito de que folclore apenas entre 1850 e 1910, pois não se pode generalizar um limite temporal para as respectivas recolhas/pesquisas, dado que o (desejável) progresso, o grande inimigo da tradição, não chega a todo o lado ao mesmo tempo.
Estarei certo então, ao considerar que os valores tradicionais existiram até o progresso aparecer? Aliás, credível estudioso dizia-me há pouco que na “idade da pedra”havia indícios da sua existência. A ser assim, então o folclore é evolutivo.
Mas que dizer então do conceito de Tomás Ribas ao considerar que apenas os povos evoluídos têm folclore?


Última edição por linomendes em Dom Out 02, 2011 1:54 pm, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: NOTA INFORMATIVA   Sex Ago 12, 2011 10:27 pm

Nota
(in)formativaPhotobucket

Vem aí o ciclo de festas realizadas sob o signo de POVOS DO MUNDO, e muitas localidades são contempladas com espectáculos de rara beleza, pois são um regalo para a vista. Agora, parece ser mais do que tempo de esclarecer os públicos de que os grupos visitantes não são de folclore. Até por respeito para com os grupos portugueses que o são. Não está em jogo, refira-se, a qualidade dos mesmos, mas a verdade cultural é que não pode ser alienada. E não são de folclore pela mesma razão que os grupos de música popular também o não são. O repertório é de base folclórica mas é depois estilizado, transformado, moldado como entenderem. Ali não há reconstituição, mas pura encenação.Photobucket
Um exemplo: O Milho Rei é uma música de folclore da Beira Baixa mas já não é folclore o arranjo que Lopes Graça fez com base no mesmo.Mas
que fique também claro que é bom que se façam estes arranjos com base na música da tradição, e alguns têm sido os compositores a fazê-lo, destacando-se talvez Béla Bartók de entre os mesmos.
Já o povo e dizia nos tempos de antigamente ,que os bois devem ser tratados pelos nomes. E o conceito universal de folclore pode talvez sintetizar-se em “história e vivência de um povo, quando ainda não influenciado por valores alheios `as suas naturais maneiras de ser, estar, e viver.”
É, no fundo, uma questão de formação cultural, que passa ao lado dos que deveriam estar atentos a estas coisas.
Lino Mendes
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MensagemAssunto: FOLCLORANDO   Seg Ago 22, 2011 12:30 am

Folclorando
A bonita ex-Ministra da Cultura brilhava no bonito fato vianês”. O trajo é riquíssimo—referiu Gabriela Canavilhas.Cada peça tem a sua razão de ser. É um testemunho cultural de grande importância.”
De acordo, mas agora é preciso e no aspecto cultural, interiorizar que precisamente igual seria se o trajo fosse o de camponesa alentejana.Também ali cada peça tem uma razão de ser, etnograficamente é de uma riqueza enorme.
Enquanto nos centros decisores assim não for pensado o tradicional, muito mal irá a nossa Cultura.


Photobucket

Esta é uma das imagens que muitos confundem com folclore, e são uma razão de ser da ignorância que sobre o mesmo por aí grassa.
Mas então esta gente— gente no bom sentido, claro— não sabe que as mulhres de andigamente não faziam rodar assim as saias, mostrando o “culote” que a mulher do povo nunca usou?
Por favor amigos, vamos lá levar a sério estas actividades…

Continuo a defender que os grupos não representativos não devem coabitar em Festivais com aqueles que o são ou para lá caminham. Mas atenção que não é o seu afastamento que preconizo, mas antes a sensibilização para um trabalho de formação no sentido da representatividade.

………………………………………………………………………………………………………………
Todos sabemos que mesmo que evitemos a sua adulteração, os usos e os costumes de uma região ao passarem para cima de um palco se afastam um tanto da verdade tradicional .Embora respeitando ao máximo o factor “demonstração” o “espectáculo” começa por exigir um “conjunto de tocadores e cantadores” a que se convencionou chamar, não sei por quê, de “tocata”.e outros pormenores sucedâneos acontecem.
E porque a “demonstração” não acontece sem o “espectáculo” que não existe sem público ,não pode um “grupo de folclore” ignorar a sua responsabilidade didáctica, e aparecem então os “quadros a que eu chamo de “etnopedagógicos” dirigidos ao público de quando em vez,com regularidade na ESCOLA.
Neste momento estamos no meu grupo a planificar O BAILARICO.
Como tantas vezes acontecia, um grupo de rapazes e raparigas encontram-se em determinado local. Acontece que são mais raparigas que rapazes e os tocadores estão demorados. Mas o “balho” vai começar na mesma. Se os rapazes são menos bailam raparigas com raparigas, e enquanto o tocador não chegar cantam-se “saias”,por vezes começa uma e responde outra e o despique está lançado. E lá mais pela noite adiante pode aparecer um tocador de harmónio ou de realejo.
E isto, é uma verdadeira lição da “verdade na tradição”
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MensagemAssunto: FOLCLORANDO   Seg Ago 22, 2011 12:41 am

Folclorando

Ratinhos/Gaibéus e Caramelos

Quando se trata de FACTOS há que clarificar e não contribuir para a confusão Por exemplo quem foram:
Os RATINHOS?
Os GAIBÉUS?
Os CARAMELOS?
De onde vinham e até onde foram?
Um dia na Herdade de Rio Frio, disseram-me que os “ratinhos” trabalharam ali, mas a uns 5 quilómetros já lha chamavam caramelos. Aos mesmos, pergunto
eu?
Outra vez, e num texto meu, substituíram o termo” ratinhos” por “gaibéus”quando estes nunca chegaram a Montargil.
Dizem uns que a designação tem a ver com o s sítios aonde chegam, e a ser assim seria “ratinho” num sítio, “gaibéu”noutro e ainda “caramelo”num terceiro.
Não parece!
Dizem outros que a designação tem a ver com os sítios de onde partem.
Será?
Considero que uma clarificação será importante, justifica-se de não será difícil.
Sinceramente eu não sei!
Lino Mendes
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MensagemAssunto: CONVERSANDO   Seg Set 12, 2011 2:49 pm


Conversando…

O Rancho de Montargil é sem dúvida dos melhores ranchos portugueses. E aqui está uma afirmação, saborosa de ouvir, mas que nada tem a ver com a realidade do folclore. Diferente seria se a afirmação fosse dos mais apreciados ranchos portugueses.
Eu explico:
Se encararmos o assunto pelo ponto quanto a mim mais importante que é o de folclore “retrato de um povo”, não é possível encontrar “o melhor” porque não se pode comparar o que não tem comparação. Há os que “são representativos” entre os quais nos encontramos sem favor…e os outros. Também não temos dúvidas que estamos entre os mais apreciados, o que só por si pode não significar qualidade.
Quando há umas décadas me iniciei a sério nas coisas do Folclore, pretendia-se na Federação que os grupos deveriam fazer “demonstração” e não enveredarem pelo “espectáculo” mas cedo compreenderam que sem este não haveria aquela. Haveria então que encontrar um equilíbrio entre as duas coisas.
Ora, sem “Educação para a Cultura da Tradição” no nosso país, o desconhecimento tornou-se em graves sintomas de ignorância.
Como se sabe, o folclore não se inventa, fez-se até o progresso chegar até nós, e se evoluiu até esse momento, não se surpreenda se eu lhe disser que daqui a duzentos ou trezentos anos o folclore é precisamente aquele que hoje representamos. Mas enquanto essa evolução acontecia, neste nosso cantinho acontecia uma coisa extraordinária, que foi o de a uma zona de transição (Alentejo/Ribatejo) chegarem trabalhadores eventuais aqui deixando um pouco da sua “cultura” , caso dos tiradores de cortiça”(Algarve) e dos “ratinhos” em tempo de ceifa(Beiras).Ora, e pese embora Aurélio Lopes defender que o folclore não tem fronteiras ,é no entanto de uma grande riqueza etnográfica ter no nosso património as “saias, o “corridinho” o “fandango”.
Mas deixemos por agora a análise ao folclore da nossa terra, e respondamos ao que pretendo ao dizer que o Rancho Folclórico de Montargil será um “Centro Interpretativo de Etnografia e Folclore”
Isso significa que o Folclore de Montargil estará em permanente estudo, para o público em geral mas muito em especial para a Escola, nomeadamente através de “Quadros Pedagógicos” que nos apresentem as diversas vivências das nossas “gentes de antigamente”.Já que, por muito que se respeitem as “raízes” é um facto que um espectáculo se afasta um tanto dessas vivências, dessa realidades. Por exemplo, um baile não era verdadeiramente aquilo que vemos em palco.
Ora vejamos:
Um grupo de rapazes e de raparigas dirige-se para o local onde vai haver o “balho”,e ao chegar constatam que as raparigas são mais e ainda não há tocador.
Mas a bailação tem que começar.
Se há mais raparigas bailam umas com as outras, e enquanto o tocador não aparece, canta-se, especialmente “saias”.Cantava mesmo quem “balhasse”.Uma quadra atira-se de um lado. a resposta vem de outro lado e continuam os mesmos ou outros se metem na liça. E entretanto pode chegar o tocador, com o seu harmónio ou o seu realejo.

Lino Mendes
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MensagemAssunto: Conversa sobre Folclore   Seg Set 12, 2011 6:42 pm

Conversando…
Aconteceu agora na EXPOMORA o que vem sendo normal com todos os nossos Grupos, ou seja, excelentes actuações. No caso ,o Rancho Folclórico (Adulto) e as Concertinas.
Diga-se que neste momento o Mensagem de Teatro, o Grupo de Realejos, o CantarGil—Cantares Populares Portugueses, o Lagartos & Companhia—Grupo de Violas, o Grupo de Danças de Salão, e mais uma ou duas formações que se podem planificar, sem esquecer a Escola Infantil e juvenil de Folclore, são sinónimos de qualidade. Mas o Rancho pela sua longa vida já, e as Concertinas pelo virtuosismo dos seus integrantes, criaram um Estatuto em que já entra a mística.
Mas quanto ao Folclore se o “espectáculo” é importante, e é isso que as plateias apreciam, há um factor a considerar que nos cumpre transmitir, o da verdade etnográfica, ou seja, do pilar em que assenta a identidade. Pelo que aqueles trajos, aquelas cantigas, aquelas músicas que se bailam e se cantam, são fruto de uma pesquisa que tem o seu quê de científico. E diga-se desde já que somos muitos o que o fazemos no País, embora menos do que aqueles que não o fazem.
Deixemos uma síntese que pode motivar o interesse a um mais profundo conhecimento.
A visão que pretendemos dar, em cima do palco, é a mais aproximada possível de 1920, que se presume poder ser já a do início do século ou mesmo dos finais do XIX.
É um trajo pobre, o que não impede que a mulher vista bonito. Nada de fibra nos tecidos usados.
Continuando na mulher, não há decotes nem trajos justos que sugiram as formas do corpo, saias até ao artelho, nada de pinturas nem cabelos modernos, lenço na cabeça ou carrapito— sendo nalguns casos que o fato domingueiro é o que serve para ir à missa, a baptizados e a casamentos ,a qualquer festa E que quando usado passava para fato “da semana”.
A riqueza etnográfica do fato de camponesa reside no facto de “ser único no país—e gostava de saber por quê—com uma certa parecença em Santa Justa. Dois modelos de saia, com uma ou outra variante determinam pelo serviço a fazer.
O fato do homem rege-se por assim dizer pelos mesmos princípios.
Todo o fato, incluindo o calçado, deve ser feito manualmente.
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MensagemAssunto: Razão de ser   Qua Set 14, 2011 7:19 pm

Razão de ser


Para hoje se aquilatar qualidade de um “grupo de folclore o mesmo tem que ser analisado por dois prismas, o do espectáculo e o da demonstração, sendo que se trata de dois factores que terão que estar interligados.
Para o público em geral é o espectáculo que interessa e para ele, público, o melhor é aquele de que mais gosta. E o Grupo de Montargil tem todos os condimentos para agradar. Tem um folclore bonito, mas por direito, refira-se, e tecnicamente está muito bem servido nos três sectores —baile,canto e instrumental .Como dizia a imprensa do Canadá— tecnicamente os seus elementos estão bem acima da média.
A nossa freguesia sempre foi uma terra de “zonas de baile”, onde num lado se bailava “ rasteiro”, noutro”pulado” e ainda noutro “escufinhado”.Interligando entre si , modas que puxam à elegância—viras, passe katre, verdigaio, valsa, ect., e outras que mostram a destreza—chotiças e corridinho—ou a sedução(o fandango).Verificando-se que modas que se centraram em determidas regiões sendo o seu emblema—“saias(Alentejo), corridinho(Algarve) e Fandango(Ribatejo) por via das migrações aqui vieram ter, sendo que depois o povo natural e involuntariamente fez acontecer a “aculturação”.
É o espectáculo e é isso que ao público interessa!
Há agra que ver se a planificação do espectáculo não alienou a outra faceta, culturalmente mais importante, a demonstração. E posso garantir que não pois fui eu que a fiz,--foram 30 anos--analisei, revi e várias vezes foi analisada durante as visitas do Conselho Técnico( a que ainda pertenci) e entre outros estiveram cá Augusto Gomes dos Santos e o professor Tomaz Ribas.
Perfeito. Puro. Genuíno?
De modo algum e quem diz que os seus grupos o fazem não sabem do que estão a falar. É, isso posso garantir e mais não se pode exigir, o mais representativo possível.
O trajo de Montargil é um trajo pobre, mas de uma riqueza etnograficamente notável. Especialmente o trajo de camponesa que eu gostava de saber o por quê de ser único no país. Mas especialmente a Mulher vestia bonito, e curiosamente em Espanha admiraram-no bastante.
Claro que procurámos modelos, mas no Museu do Traje, por exemplo, não havia fato de gente pobre pois que como se sabe todo ele acabava em rodilhas. Felizmente ainda foi possível falar com muitas pessoas, que hoje já nada era possível.
Não há tecidos com fibra, tanto no homem como na mulher, e voltando a esta, não havia decotes nem roupas justas ao corpo mostrando as formas do mesmo, e as saias eram até ao artelho e não levantavam quando rodavam. As meias eram de cordão e todo o fato como o calçado era feito manualmente.
No homem como na mulher, raro é quem tinha um outro fato guardado, o fato domingueiro era igualmente para ir à missa, a casamentos e baptizados, a qualquer festa e quando já muito usado passava para a semana. Na maioria dos casos as raparigas tinham uma única blusa, que ao regressar da praça da jorna lavavam a contar já com o próximo fim-de-semana, e iam descalças até à entrada da vila.
Quanto aos homens muitos eram os que nem os fatos domingueiros eram de fazenda de lã, mas de cotim. As camisas eram todas com frente e presilha, esta para segurar das ceroulas.
Mas então as gentes da burguesia? Meus amigos, pese embora a Revolução Francesa ter proclamado que todos eram povo, não têm nada a ver com folclore Certo que se vê nalguns grupos senhoras de sombrinha aberta, é uma opção com que eu não concordo.
Aliás na reunião que em Novembro de 2001 se realizou em Santarém e para a qual também fui convidado e participei, procurou-se encontrar uma “redacção”que em linguagem simples não alienasse o conceito da UNESCO, sendo aprovado o seguinte:
O folclore deve ser entendido como expressão da cultura tradicional, entendendo-se como tradicional os comportamentos, os usos, as vivências, os valores que qualquer grupo social, relevante culturalmente, utilizou durante o tempo suficiente para impor a marca local, independentemente da sua origem e natureza.
Ora os trajos da burguesia nunca impuseram uma marca local.
Para mim é importante que o Grupo seja considerado o “retrato da população”,logo não devem ser fardados vestindo de igual. Há grupos de nome que assim não consideram, mas logo nos anos 70,a professora Margarida Ribeiro que era uma sumidade no assunto, me chamou a atenção para tal facto.
E fiquemo-nos por aqui!
Lino Mendes
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MensagemAssunto: IDENTIDADE   Sex Set 30, 2011 7:07 pm


IDENTIDADE
o valor mais sagrado de uma Nação

O valor mais sagrado de uma nação é a sua identidade, sem a qual todos somos iguais, e no nosso País não fora a “teimosia” de “meia dúzia” de estudiosos e pouco além do zero se estaria. Mas de pouco servirá esse esforço, se caminharmos a ter de lutar contra a indiferença de quem ainda não viu que é urgente a Etnografia e o Folclore entrarem no Ensino,o que não terá o custos monetários para que a criança fique a saber o que são esses dois valores da Cultura da Tradição. Uma certeza se pode ter, é de que ninguém se interessa e gosta daquilo que não conhece e ninguém conhece aquilo que não se lhe mostra.
Um dos grandes problemas com que a “cultura da tradição” se debate, é porque opiniões erradas se tornam credíveis porque ditas por gente culta(noutras áreas).É que ainda não se compenetraram que, como dizia a senhora Directora Regional da Cultura, de que lhe servia o doutoramento se na matéria não tinha a “vivência de campo”?
Um director de orquestra que desconhece que um grupo de cante não apresenta música de autor, um senhor professor que entendia que um grupo de folclore não deveria ir uma segunda vez a uma terra sem alterar pelo menos uma coreografia, uma senhora professora que lamentava que as mulheres do Alentejo não escolhessem trajos mais garridos como os do Minho, é um desconhecimento(e desculpem-me o termo)que tem que se encarar como ignorância. Bem insiste o Inspector Lopes Pires ao repetir que em folclore nada se inventa, nada se cria, nada se altera. Claro que o puro e o genuíno não se consegue, mas temos o dever de apresentar o mais representativo possível.
Mas muito grave ainda e acontece pelo país fora ainda, é falar-se em identidade sem se ter a noção do que é folclore. Conheço dois conceitos, mas ambos situam o “folclore” no lugar certo isto é, quando o progresso chegou e começou a alterar o que até aí tinha a ver com um povo, com uma população.
Não sei o que está feito no nosso concelho quanto à identidade cultural, pois desconheço a expressão das recolhas feitas pelos colegas de Ponte de Sor, sendo certo que onde não se começou já não se vai a tempo, que é fazer a pesquisa no terreno, e muitas livros dessas bibliotecas foram devorados pela poeira dos tempos. Fotografias ainda haverá, mas no que respeita a trajos, especialmente de criança não são fiáveis porque muitas vezes o à la minuta chegava à terra, o “retrato” era tirado com fato emprestado.
Refira-se entretanto, que folclore/identidade não é apenas o cantar e o bailar mas tudo o que fazia parte da vivência de uma comunidade desse tempo—a gastronomia, as artes e os ofícios, as mezinhas, as festas e as festividades, as fainas agrícolas, e como dissemos TUDO; de um povo e não do povo, porque o estudo incide sobre uma fracção do todo. O folclore não estuda as tradições do povo português, o que seria impossível, e em minha opinião tampouco de um distrito ou mesmo de um município, que no fundo são um conjunto de identidades. Acredito que haja municípios em que se possa determinar uma “identidade comum” mas não é esse o nosso caso.
Gostava ainda de chamar a atenção das fronteiras geográficas não coincidirem com as fronteiras etnográficas. E ainda me recorda de Tomaz Ribas me chamar a atenção para o facto de Montargil e Abrantes serem dois casos específicos.
No nosso concelho há ainda uma situação que não pode ser ignorada, é que q uando as novas freguesias foram constituídas, as fronteiras etnográficas já estavam determinadas em três grandes grupos—Ponte de Sôr, Montargil e Galveias.Terá sido no início do século passado até aí os anos 20(não há datas certas), e o folclore desse momento é o mesmo folclore que existe hoje, é o folclore que existirá daqui a 100, a 200 ou a mil anos --com o enriquecimento da distância no tempo. Cabendo-nos agora a nós, com o recurso às novas tecnologias, transmitir-lhe os respectivos valores.
E a “conversa” já vai longa por hoje.
Lino Mendes
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MensagemAssunto: A IDENTIDADE   Dom Out 02, 2011 1:56 pm

A IDENTIDADE
na Tradição


Há dias alguém me perguntava o que quero eu dizer quando afirmo que o Rancho Folclórico de Montargil( e para isso foi criado o Centro de Estudos Etnográficos) irá funcionar como Centro Interpretativo de Etnografia e Folclore.
Boa pergunta, e resposta necessária. A ideia do interpretativo não é minha mas no campo do tradicional (e mais uma vez) seremos pioneiros. Quero dizer que o tracional da nossa terra continua em permanente trabalho de preservação( não digo pesquisa porque isso já não é possível.)O trabalho que hoje está realizado foi feito no terreno, ouvindo pessoa a pessoa, comparando, analisando as possibilidades de…Ora, e salvo raras excepções essa é uma colaboração, que foi fundamental, mas acabou. Acontece até que chegando a uma certa idade, --temos feito a experiência—a resposta já não é igual.
Ora, e temos agora as novas tecnologias, há que registar para a posteridade e com toda a representatividade possível, as vivências dessas gentes de antigamente quando ainda não influenciadas por valores alheios à sua maneira de ser e de pensar. E é nesse sentido que em vídeo já fizemos uma gravação da “apanha da azeitona” e da “matança do porco”, estando já marcada para o próximo ano uma “descamisada” que esperamos possa ser incluída num evento turístico.
Ora, há situações em que um espectáculo de folclore não traduz com a devida fidelidade, a realidade de então, como por exemplo o próprio “baile”,Porque o espectáculo é isso mesmo, um espectáculo, e naqueles bailes não se estava a bailar para ninguém, era para que cada um se divertisse.
Por cá acontecia que por vezes um grupo de rapazes e raparigas chegavam ao lugar onde ia haver “balho” e ainda não havia tocador e o curioso é que o mesmo não se deixava de fazer por não haver quem tocasse, porque havia outro instrumento que o povo sabia aproveitar—a voz, e então… cantava-se.
Eram mais raparigas que rapazes? Não havia problema porque as raparigas sempre bailaram umas com as outras. Eram mais os rapazes? E lá estava um costume que por vezes dava mau resultado, que era “o bota cá dispensa”.
Mas voltando à música, era engraçado quando se entrava no canto a despique, em que uma voz lançava a primeira quadra das “ saias”,e do outro ponto respondia-lhe rapaz ou rapariga, podendo até outros entrarem na liça. E entretanto e de uma maneira geral sempre acabava por aparecer um tocador de realejo ou de concertina.
Mas atenção que eu estou a falar do “Folclore de Montargil”, muito específico, onde até havia “zonas de baile”,nuns lados bailando mais rasteiro, noutros mais pulado e noutras mais escufinhado. E porque o “folclore” não é “ballet” a realidade era quando no mesmo terreiro se juntava as três maneiras, que logo se sabia onde morava cada um dos bailadores.
Mas temos ainda imensos “quadros” que eu chamo “de pedagógicos”, como o da taberna, onde a mulher não entrava, mas onde se bailava o fandango,e se cantava a desgarrada e mais tarde o fado.
Ora, são estes quadros que nós temos que levar às Escolas.
E digamos a terminar, que num correcto trabalho interpretativo d etnografia e folclore ,conclui-se que ao apresentar um “grupo de folclore”,não se devem usar expressões como e agora vão “dançar” mais uma “música”,em que poderão ainda apreciar a voz do nosso “cantor” e da nossa “cantora”, porque o correcto será que agora eles vão “bailar” mais uma “moda”/ou “peça” em que poderão ainda apreciar as vozes do nosso “cantador” e da nossa “ca
ntadeira”
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lino mendes
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MensagemAssunto: identidade 1   Sab Nov 05, 2011 11:38 pm


Folclore
História de um Povo

A Identidade é o mais sagrado dos pilares de um país que por isso mesmo deve defender, preservar e divulgar a sua memória, para que os vindouros possam viver como portugueses embora num país diferente.”Se as novas gerações desconhecem as suas origens, as características do seu povo, a história do seu país, estão condenados a uma situação de apátridas, de autómatos da vida social”(Zilla Branco-Jornal de Queluz).
Mas em Portugal e ano após ano, os governantes parecem ignorar os muitos “recados “que nesse sentido nos foram deixados por Jorge Dias e outros. De uma maneira geral não se sabe o que é”Folclore”(leia-se “Identidade”)ignora-se a importância “da vivência das gentes de antigamente, dos seus usos e costumes, quando ainda não influenciados por valores alheios à sua maneira de ser e de estar”
Sendo os “grupos de folclore”(alguns) os únicos depositários dos “valores da tradição” a maioria destes vai alienando os respectivos valores de maneira que se está numa encruzilhada dos tempos em que nos questionamos sobre como estará o nosso folclore daqui a cem anos.E aqui é importante que se saiba, e que se saiba o por quê, que daqui a cem, duzentos ou mais anos, o folclore será o mesmo de hoje.
Mas que conceito se tem hoje de Identidade?
Está definido pela UNESCO e redigido em português corrente por um grupo de especialistas e estudiosos, sendo ainda que o facto folclórico/tradicional tem umas tantas características próprias. Devendo ter-se presente que não se pode inventar/criar, e mesmo assim o produto final não é o puro ou o genuíno como uns tantos apregoam, mas o mais representativo possível.E infelizmente há ainda quem para resolver os seus problemas/ do seu grupo considere que “convencionar” determinadas situações não fere a identidade.
Há hoje alguns jovens com aprendizagem académica no âmbito da antropologia, o que é bom desde que se consciencializem de que esses conhecimentos não chegam se não enveredarem pelo trabalho no terreno. E tenho deparado com algumas barbaridades…
Dois casos com que me deparei. Uma bonita jaqueta e campinos nos Leitões. A jaqueta fora usada por um lavrador local, mas não constituía “marca”local determinada pelo tempo e pelo colectivo. O mesmo acontecia em relação aos campinos que foram uma situação efémera. E sendo assim não têm para nós qualquer valor identitário.
Outro cuidado a ter.Um utensílio que se nos depare hoje, casos de louça, não é só por si a garantia de que existindo por exemplo há oitenta ou mais anos tenha que ver com a identidade local, e com muita pena tenho que o excluir como aconteceu a 4 modas muito usadas nos nossos bailaricos, mas estas porque não consegui reunir opiniões consensuais E ainda hoje ando tentando chegar a conclusões sobre um “vira,”aguardando o parecer de dois conceituados musicólogos..

Lino Mendes
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lino mendes
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MensagemAssunto: ETNOGRAFIA E FOLCLORE   Sab Nov 05, 2011 11:49 pm


Folclore
A Identidade de um Povo

Continuamos a falar de Identidade começo por dizer que não considero correcto que um grupo faça recolhas para além do seu espaço geográfico. Mas então, podem perguntar, se um grupo quiser ser representativo de um concelho ou de um distrito? Diz quem sabe mais do que eu que seria uma ideia de não levar a sério, porque o que encontramos é um conjunto de identidades, as que, emanam dos seus povos/comunidades..
Eu não posso, por exemplo, definir o folclore/a identidade do Alentejo, e salvo uma ou outra eventual excepção lá para o Norte, duvidarei da seriedade do trabalho que neste âmbito se aproxime de uma unidade de identidades. Embora Folclore/Identidade seja toda uma vivência e não apenas o cantar e o bailar, vejam por exemplo as diferenças enormes entre Montargil e Ponte de Sôr, cujos grupos são bem diferentes.
A gastronomia é também um factor importante de Identidade, e neste campo tenho tido a colaboração de Virgílio Gomes, dos mais prestigiosos gastrónomos portugueses, e para quem a “comida tradicional”é aquela que já tem três gerações.
Entretanto, Montargil é como por assim dizer o eixo do espaço geográfico dos distritos de Évora, Portalegre e Santarém, e foi para os lados de Santarém que sempre caminhou mais. Era à Feira de Santarém que se iam fazer negócios, era para os lados de Almeirim que se ia para as Vindimas, era também para Santa Justa e Couço que mais se caminhava. Não consta de “ranchos” de trabalhadores caminhando para terras alentejanas. E dizem-nos de Santarém que dada a sua configuração geográfica, Montargil era a guarda-avançada de defesa da cidade.
Será que a Feira da Ponte, e do contacto que aí tinham com o pessoal de Alega resultou alguma aculturação?
E dos “ratinhos” das Beiras? Depois de alguns anos de dúvidas, presumimos que a “moda” Malverde terá sido aqui deixada por “ratinhos” da aldeia de Valverde. Quanto aos “tiradores de cortiça” vindos do Algarve,o Bailarico de 8 e o Corridinho que o nosso Rancho apresenta poderão até ter nascido nos terreiros da nossa terra. Pelo menos são temas que os directores dos principais ranchos algarvios não conhecem.

Lino Mendes
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