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 auto da barca do inferno

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AutorMensagem
lino mendes
Admin


Número de Mensagens : 869
Data de inscrição : 27/06/2008

MensagemAssunto: auto da barca do inferno   Ter Maio 24, 2011 10:06 pm

Não é fácil entender Gil Vicente, por isso uma nota explicativa.
Photobucket
O Auto da Barca do Inferno, é representada pela primeira vez em 1517,e “mostra-nos o que era a sociedade lisboeta nas décadas iniciais do século XVI”, embora alguns assuntos sejam pertinentes na actualidade.
Photobucket

A peça inicia-se num porto imaginário, onde se encontram duas barcas, a do INFERNO cuja tripulação é o “Diabo” e o “Companheiro”, e a barca da GLÓRIA tendo um “Anjo” como tripulante, assistindo-se no decorrer da peça ao”julgamento das almas”.

Apresentam-se a julgamento as seguintes personagens:


um Fidalgo, D. Anrique;
um Onzeneiro (homem que vivia de emprestar dinheiro a juros muito elevados, um agiota);
um Sapateiro de nome Joanantão, que parece ser abastado, talvez dono de oficina;
Joane, um Parvo, tolo;
um Frade cortesão, Frei Babriel, com a sua "dama" Florença;
Brísida Vaz, uma alcoviteira (ou proxeneta);
um Judeu usurário chamado Semifará;
um Corregedor e um Procurador, altos funcionários da Justiça;
um Enforcado; Photobucket
quatro Cavaleiros que morreram a combater pela fé.

Cada personagem discute com o Diabo e com o Anjo para qual das barcas entrará. No final, só os Quatro Cavaleiros e o Parvo entram na Barca da Glória (embora este último permaneça toda a acção no cais, numa espécie de Purgatório), todos os outros rumam ao Inferno. O Parvo fica no cais, o que nos transmite a ideia de que era uma pessoa bastante simples e humilde, mas que havia pecado. O principal objectivo pelo qual o fica no cais é para animar a cena e ajudar o Anjo a julgar as restantes personagens, é como que uma 2ª voz de Gil Vicente.





Personagens
As personagens desta obra são divididas em dois grupos: as personagens alegóricas e as personagens – tipo. No primeiro grupo inserem-se o Anjo e o Diabo, representando respectivamente o Bem e o Mal, o Céu e o Inferno. Ao longo de toda a obra estas personagens são como que os «juízes» do julgamento das almas, tendo em conta os seus pecados e vida terrena. No segundo grupo inserem-se todas as restantes personagens do Auto, nomeadamente o Fidalgo, o Onzeneiro, o Sapateiro, o Parvo (Joane), o Frade, a Alcoviteira, o Judeu, o Corregedor e o Procurador e os Quatro Cavaleiros. Todos mantêm as suas características terrestres, o que as individualiza visual e linguisticamente, sendo quase sempre estas características sinal de corrupção.

Fazendo uma análise das personagens, cada uma representa uma classe social, ou uma determinada profissão ou mesmo um credo. À medida que estas personagens vão surgindo vemos que todas trazem elementos simbólicos, que representam a sua vida terrena e demonstram que não têm qualquer arrependimento dos seus pecados. Os elementos simbólicos de cada personagem são:

Fidalgo: manto e pajem que transporta uma cadeira. Estes elementos simbolizam a opressão dos mais fracos, a tirania e a presunção.

Onzeneiro: bolsão. Este elemento simboliza o apego ao dinheiro, a ambição e a ganância.

Sapateiro: avental e moldes. Estes elementos simbolizam a exploração interesseira, da classe burguesa comercial.

Parvo: representa simbolicamente, os menos afortunados de inteligência.

Frade: Moça e espada. Estes elementos representam a vida mundana do Clero, e a dissolução dos seus costumes.

Alcoviteira: moças e os cofres. Estes elementos representam a exploração interesseira dos outros, para seu próprio lucro.

Judeu: bode. Este elemento simboliza a religião judaica.

Corregedor e Procurador: processos, vara da Justiça e livros. Estes elementos simbolizam a magistratura.

Quatro Cavaleiros: cruz de cristo simboliza a fé dos cavaleiros pela religião cat
ólica.
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