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 C/ NICOLAU SAIÃO

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AutorMensagem
lino mendes
Admin


Número de Mensagens : 869
Data de inscrição : 27/06/2008

MensagemAssunto: C/ NICOLAU SAIÃO   Ter Dez 07, 2010 8:45 pm

CONVERSAS
CURTAS


Após o FORUM CULTURA

LINO MENDES perguntaPhotobucket
NICOLAU SAIÃO responde



1) O Prof. Mota Figueira afirmou :
É sempre um privilégio observar como em certos pontos geográficos deste País se encontram situações de relevância cultural e territorial”.
Foi um prazer poder colaborar convosco e sentir a genuinidade do vosso trabalho.
Naturalmente, gostámos. Mas como comenta tal afirmação?
NS – Da maneira mais simples, mas evidente, mas também mais adequada: tal afirmação sinto/verifico que corresponde à verdade. Não só pela galhardia cultural do Lino Mendes mas igualmente pela qualidade de acompanhamento das pessoas que o rodeiam nesses passos e nesses eventos. E arriscaria dizer: pelo pundonor e interesse das gentes de Montargil.
Nesta terra que muito estimo, como em todos os lugares há bom e há mau, evidentemente. Mas o primeiro grupo ganha ao segundo e só assim se compreende que nesta povoação-charneira de duas regiões, a transtagana e a ribatejana, se efectivem mais e melhores acções culturais que noutras terras maiores e que, frequentemente, blasonam de mais importantes…
A “genuinidade do vosso trabalho” para que Mota Figueira aponta também a podia eu sublinhar – e concretamente sublinho.

2) - A Directora Regional de Cultura do Alentejo, foi a primeira a referir que tradicional ou não é sempre cultura, um reconhecimento que muito me agrada. Concorda no entanto que o “espaço tradicional se deve reter no tempo como referência, já que significando uma “ identidade?
NS – Indubitavelmente. Concordo em absoluto, dando de barato, ademais, que como referiu António Quadros numa sibilina e inteligente referência, “sem povo não há imaginário”. E compreendemos, sem dúvida, o que é que Quadros queria dizer quando dizia expressamente povo: essas gentes que muitas vezes contra ventos e marés, ou seja – contra diversas espécies de más-vontades ou de incompreensões - guardam (com o sentido de custodiam) o que o dito povo foi erguendo ao longo de gerações, em tempo histórico mas também comunitário, local e regionalmente falando. É essa a raiz de uma identidade real. Fortemente escorada e mantida!

3) Caro Francisco, uma questão ficou no ar:-- o que é um homem culto?
NS – Há duas respostas referenciáveis: uma de timbre académico, outra de timbre poético ou, diria mesmo, completo dum ponto de vista conceptual do verdadeiro conhecimento. A primeira seria: aquele que, dispondo de uma soma larga de conhecimentos, granjeados de maneira bem articulada, os utiliza de forma adequada, humanizadora e qualitativamente superior, visando a melhoria das condições próprias e do seu semelhante. A segunda: aquele que, tendo granjeado o conhecimento, o usa para ascender à sabedoria possível. E colocaria aqui uma frase famosa de um poeta luso, Manuel de Castro: “Chama-se UM HOMEM àquele que sabe o que está fazendo”. É uma forma cabal de dizer: homem culto…

4) - António Aleixo - Fernando Pessoa. Como os situamos no contexto da poesia portuguesa? Em patamares ou em simples espaços próprios?
NS – Eu diria que em espaços próprios. Num poeta de grande qualidade como Aleixo, a filosofia inerente aos poemas funde-se com estes enquanto legítima poesia. A sua poesia popular nada tem a ver, nem recebe confronto – pois é verdadeira poesia de um pensador do quotidiano – com alguma versejação que por vezes certa gente faz circular, originária de versejadores arrolando lugares-comuns que, a leitores-observadores primários, passa por “realismo” e que não é mais que aquilo a que poderíamos chamar esperteza-saloia. Aleixo é um verdadeiro poeta e um homem sensato e destas duas condições nasceram versos que são perduráveis porque a argúcia e o discernimento que transportam se vazaram numa forma luminosa, de escrita e de elaboração.
Fernando Pessoa, sendo um “poeta culto” literariamente e com formação e até preparação académica, fez reflectir no que escreveu essa condição. Toca, portanto, outros instrumentos que a Aleixo estavam vedados tocasse (quem sabe ou pratica música percebe o simbolismo que aqui emprego). Se levarmos em conta isto que digo, poderá falar-se então em patamar. Mas não de qualidade, pois ambos a possuíam. Apenas, diria, de timbre – que não de escala…

5) - Aurélio Lopes considera que com parcerias com os IP de Portalegre e de Tomar há condições para dar continuidade ao FORUM…É dessa opinião? E que temas considera pertinentes para o efeito?
NS – É de admitir que sim. É mesmo muito possível – e como sou um homem de boa-fé acredito que essas entidades possam ambas agir impolutamente e com real interesse pela cultura viva, séria, actuante e sem intuitos capciosos - a bem da região em geral e de Montargil em particular, cultural e humanamente falando. O que é preciso é haver honestidade intelectual – só assim as regiões e os países progridem – e não deixar que os intuitos, legítimos, sejam capturados por “génios por decisão administrativa” (que os há disseminados de maneira francamente preocupante…) ou por pedantes que tentam servir-se de acções para granjear estatuto e, por vezes, se estão nas tintas para uma visão séria da Vida, que substituem por um arteiro cinismo que em países derivantes faz a “pequena fortuna” de muito habilidoso.
Não gostaria nesta ocasião, por razões de hombridade, de dar sugestões que talvez fossem desajustadas, por decorrentes da minha condição de simples visitante. Permitam-me, pelo menos por enquanto, esta afável escusa.

6) - O que introduziria num próximo FORUM?
NS – Talvez animação cultural (já de música, já de outras disciplinas), que simultaneamente chamassem assistentes e os aliciassem devido à qualidade e interesse das propostas. Mas com a crise…que também pode em certas coisas & loisas servir de desculpa a quem desaperta os cordões à bolsa, creio que isso será eventualmente menos viável. Mas sabe-se lá!

Diga tudo o mais que considere de interesse, inclusivamente introduzindo as próprias perguntas.
NS – Lateralmente, mas afinal com paralelismos concomitantes, pois “isto anda tudo ligado” como sagazmente disse Eduardo Guerra Carneiro, chamaria a atenção, preocupado, para o desinteresse ou incapacidade de manobra que me parece existir da parte do Estado Português para com a prossecução de actos culturais. E traria aqui um caso, a talho de foice mas que é significativo: de acordo com notícias que me chegaram recentemente, o organismo que integrou (ou estará para integrar) a DGLB, diminuirá ainda mais as verbas com que possibilitava a pequena expansão/difusão das letras portuguesas, no caso vertente no Brasil por parte de editoras que já de si se restringiam…
Casos como este são muito de lamentar, uma vez que a dita crise não explica tudo nem a seu pretexto se pode emagrecer mais a Cultura viva lusa![/font]
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C/ NICOLAU SAIÃO
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