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 C/JOSÉ RUSSO CENDREV ÉVORA

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AutorMensagem
lino mendes
Admin


Número de Mensagens : 869
Data de inscrição : 27/06/2008

MensagemAssunto: C/JOSÉ RUSSO CENDREV ÉVORA   Qua Set 22, 2010 8:28 pm

Conversa Curtas

hoje
com José Russo


Mais um grande nome do Teatro e da descentralização, que conheci logo em 1975 quando o Centro Cultural de Évora se instalou na cidade, que eu visitava com assiduidade e onde fiz parte de uma preciosa formação.
Falo de José Russo,hoje Director do CENDREV, que sucedeu ao CCE, e que neste momento dá uma precisa colaboração ao nosso MENSAGEM




1)Como define o TEATRO no âmbito cultural de um país?

O Teatro é, pela sua natureza, uma actividade profundamente ligada à vida dos Homens e, consequentemente, aos processos de desenvolvimento das sociedades. O Teatro tem cumprido ao longo dos tempos um importante papel na dinamização cultural das comunidades e a sua função educadora intervém activamente na formação crítica dos cidadãos. O teatro, a par de outras disciplinas artísticas, tem tido e continuará a ter uma função estruturante na vida cultural dos países.


2)- Teatro Profissional….Teatro não Profissional. Funções naturalmente diferentes. Como as caracteriza?
A actividade teatral tem, como é do domínio público, origens ancestrais e sempre soube encontrar o seu espaço de intervenção e as condições para a sua realização. Sabemos que, ontem como hoje, a vida do teatro sempre foi conturbada, mas sabemos igualmente que os homens ligados a esta actividade foram sempre capazes de ultrapassar as contrariedades, e o teatro aí está a acontecer todos os dias em todos os cantos do mundo, seja pela mão de profissionais que têm o privilégio de lhe dedicar todo o seu tempo, seja pela mão dos amadores desta arte que alimentam um movimento associativo que tem contribuído decisivamente para despertar na juventude o gosto pelo teatro.

3)-Qual deve ser o papel do teatro na escola? Quer com os alunos como espectadores, quer como fazedores de teatro
?
A escola é por excelência um espaço de aprendizagem e se o teatro é a escola primária dos homens esclarecidos ele deverá integrar esse espaço de formação porque é uma expressão artística multidisciplinar que nos implica directamente quer na sua concepção e apresentação, quer na sua observação e avaliação. A minha experiência de trabalho nas escolas diz-me que, no processo de aprendizagem de uma criança ou de um jovem, é fascinante o exercício de contar uma história, mas esse exercício é tanto mais rico quantas mais oportunidades essa criança ou esse jovem tiver de ser espectador de uma peça de teatro. Por se tratar de uma disciplina artística de enorme valia para a formação integral do indivíduo, o teatro deveria integrar obrigatoriamente os currículos escolares.

[font=Trebuchet MS]otobucket.com/albums/tt144/linomendes/?action=view&current=CENDREVE2-

4) -Quais as grandes dificuldades com que o Teatro se debate no nosso país, que projecto elaboraria para o desenvolvimento do mesmo?
O teatro precisa de muito pouco para existir, uma história, alguém para a contar e o público. Daí que, contra ventos e marés, o teatro vá animando a vida dos homens nos palcos das grandes cidades mas também na mais recôndita casa do povo ou salão de bombeiros que se possa imaginar. Os artífices do teatro continuarão a fazer teatro como os poetas continuarão a escrever os seus versos e os padeiros a fazer o pão proveitos que, ontem como hoje, vão alimentando a nossa existência. Claro que sabemos que há uns que comem todos os dias, outros que só comem de vez em quando e há também os que morrem porque não têm o que comer. O teatro não mata a fome no sentido literal mas tem tido um papel importante na denúncia das injustiças desta sociedade onde vivemos, cada vez mais desumanizada. Talvez por isso, a atenção dispensada ao teatro e à cultura em geral, pelos diversos poderes, tenha conhecido ao longo destes anos de democracia constantes alterações, em regra sempre para pior. Vivemos num país integrado numa comunidade onde seria suposto a cultura dispor de outros meios para cumprir, com dignidade, a sua função de serviço público. A democratização da cultura é um desígnio inscrito na nossa Constituição, Portugal não pode deixar de se bater por atingir os níveis de desenvolvimento cultural dos outros países seus parceiros e pugnar por uma integração europeia em que a integridade nacional e as culturas regionais sejam realidades com espaço próprio de afirmação. Quando até no plano económico já se reconhece a dimensão crescente deste sector de actividade, bem como a sua forte dinâmica na criação de novos empregos, tem de se apostar claramente no reforço das condições de trabalho dos seus profissionais para que a integração europeia seja também um acto criativo capaz de animar a vida cultural dos povos. Enquanto se mantiverem os reduzidos níveis de financiamento à cultura, por parte do Governo, não será possível desenhar um programa de intervenção que estruture a actividade deste sector no plano nacional. O que se exige é muito pouco num panorama onde se esbanjam milhões todos os dias, a última notícia de que me dei conta foi a dos 1.100 milhões gastos nos submarinos.

5)-O que é o CENDREV ? É o projecto desejado ou o possível?
O Cendrev, mais do que uma companhia, constitui um verdadeiro centro de acção teatral onde se cruzam diversas áreas e componentes da vida do teatro. A prática sistemática e continuada que temos desenvolvido ao longo dos anos, configura, não só, a clara vocação de serviço público do nosso projecto, como tem constituído um importante factor de animação do processo de desenvolvimento cultural da cidade e da região. Esta prática continuada de trabalho implicou também a constituição de redes de contactos e parcerias com inúmeros criadores e instituições no plano nacional e internacional, contribuindo activamente para a valorização dos nossos projectos artísticos e para o alargamento do espaço de intervenção das actividades que realizamos. O Cendrev tem sido também o laboratório de onde temos visto sair dezenas de profissionais que, nuns casos, foram criando novos projectos teatrais no Alentejo e noutros, integrando outras estruturas um pouco por todo o país.
O Cendrev é um projecto teatral que nasceu em Janeiro de 1975 no Teatro Garcia de Resende em Évora. Um fruto da Revolução de Abril que inspirou a descentralização teatral profissional no nosso país. Aqui chegados, sentimos que temos contribuído para a preservação e afirmação dessa identidade tão própria dos alentejanos. Mas muito há ainda para fazer.

[URL=http://s606.photobucket.com/albums/tt144/linomendes/?action=view&current=CENDREVEi-
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C/JOSÉ RUSSO CENDREV ÉVORA
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