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 CONVERSA C/MARIA JOÃO LUIS

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AutorMensagem
lino mendes
Admin


Número de Mensagens : 869
Data de inscrição : 27/06/2008

MensagemAssunto: CONVERSA C/MARIA JOÃO LUIS   Qui Jul 29, 2010 5:30 pm

Conversas Curtas
hoje
com MARIA JOÃO LUIS

O concelho já a considera um pouco sua e ela não precisa de apresentação pois, quem a não conhece?
São sem dúvida pertinentes as questões que lhe colocámos, como de muito interesse as respostas que nos foram dadas.Refrira-se no entanto que foi uma “conversa a três”,já que na mesmo participou também o marido Pedro Domingos.
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1)-Como define o TEATRO no âmbito cultural de um país?

O papel do Teatro é importante no sentido em que sendo uma arte, provoca a discussão de ideias, e consequente evolução nas sociedades. A criação artística é fundamental para um crescimento sustentado das mentalidades sociais e politicas. A promoção de discussões ideológicas/politicas/sociais, fazem parte dos processos de construção num espectáculo teatral, obrigando o público também a pensar e a discutir temas que, sem o teatro, provavelmente não discutiriam.

2)- Teatro Profissional….Teatro não Profissional.Funções naturalmente diferentes.Como as caracteriza?

Na minha opinião o teatro profissional tem como função principal a promoção da criação literária e dramatúrgica, construindo linguagens comunicativas, inseridas num objecto artístico de interesse tão alargado quanto possivel.
O teatro não profissional tende principalmente a servir de instrumento de fortalecimento de comunidades locais, promovendo a sociabilização e a inter ajuda.

3)-Qual deve ser o papel do teatro na escola?Quer com os alunos como espectadores,quer como fazedores de teatro?

O teatro sendo uma actividade onde necessariamente temos de trabalhar em equipa, contribui, em âmbito escolar, para a sociabilização de personalidades menos adaptadas ao funcionamento em grupo. O incentivo á cooperação entre as diversas funções necessárias para por de pé um projecto teatral é por sí só, uma contribuição sociológica muito importante no desenvolvimento psicológico dos alunos. O desenvolvimento da imaginação e a tomada de consciência da criação artística como fundamental para o dia a dia de todos, potencia cidadãos mais conscientes, menos individualistas e disponiveis para encarar as tecnologias modernas como ferramentas de trabalho e não como base essencial das suas vidas.

4) -Quais as grandes dificuldades com que o Teatro se debate no nosso país,que projecto elaboraria para o desenvolvimento do mesmo?RL=http://illiweb.com/fa/pbucket.gif][/URL]

A principal dificuldade, na minha opinião prende-se com a inexistência de uma politica cultural definida e sustentada. Este é um ponto de partida que inevitavelmente condiciona toda a actividade cultural de um país. A falta de espaços, de apoios á criação, de orçamento para a programação de espaços destabiliza toda a classe artística profissional de forma insustentável. Estamos habituados a trabalhar na incerteza de sermos pagos ou não. Os apoios á criação independente são permanentemente postos em causa, muitas vezes até por pormenores técnicos onde alguém encontra uma falha, no preenchimento de um formolário, impossibilitando a avaliação do projecto artístico, que é de longe nestes concursos o mais importante. É um escândalo que companhias com 20 e mais anos de trabalho reconhecido por todos tenham de submeter-se a concurso, e terem de prestar provas da sua capacidade.
A cultura é uma obrigação do Estado, para com os cidadãos e são principalmente os produtores independentes a substituir o Estado nesta obrigação.
O primeiro e último ministro da cultura que tentou estruturar uma politica verdadeiramente ligada a todos os cidadãos, quer sejam do interior ou do litoral, conseguiu a instalação de uma rede de teatros e cine-teatros em cada capital de distrito, aplaudimos este esforço que o estado fez, mas depois dos edificios prontos é necessário, pessoas para trabalhar neles, e orçamento para programar, quando chegámos aí, o dito ministro foi afastado. Conclusão temos vários teatros novos espalhados pelo país mas sem dinheiro para oferecer cultura ás suas populações.
Um projecto para desenvolver o Teatro teria de necessariamente começar pelo Estado deixar de considerar os seus artistas como desempregados á espera dos respectivos subsidios ( a classe artística é das únicas que não tem um estatuto aprovado, quase todos trabalham a recibo verde, com a intermitência que conhecemos, não tendo por isso sequer direito a subsidio de desemprego).
Os artístas não podem servir de bandeira para eleições e serem a seguir lançados num "mercado" que não existe.
Serviço público de cultura estamos nós a fazer em Ponte de Sor. O Teatro da Terra substitui-se ao Estado na promoção e difusão do teatro no Alto Alentejo.
A tendência centralista na distribuição das poucas verbas disponiveis, tem de ser contrariada, sob pena de estarmos a acentuar as assimetrias que já existem entre o interior e o litoral, entre os pequenos e os grandes centros urbanos.

5)-O TEATRO DATERRA foi o projecto desejado ou o possível?

O teatro da terra é um projecto em crescimento e em fase de implantação. Talvez daqui a dez anos possa dizer se é o desejado. É o possivel neste momento, o desejado seria bastante diferente porque continuamos com enormes dificuldades a nivel financeiro. O único apoio que temos é o do Municipio de Ponte de Sor que acredita no Teatro da Terra desde o início e a quem agradecemos a parceria, mas está longe de ser o suficiente para a manutenção de um projecto profissional de criação, formação e programação.
Continuamos a investir o nosso trabalho, o nosso dinheiro e a pedir a colegas que trabalhem quase de borla, para não pararmos, naturalmente que não poderemos continuar desta forma muito mais tempo.
O Teatro da Terra já demonstrou que tem potencial para se afirmar como um pólo nacional na circulação e criação artística. No espaço de um ano produzimos 6 criações de teatro assistidas por mais de dez mil pessoas em todo o país e mais de seis mil só em Ponte de Sor. Acolhemos três produções e promovemos formação e teatro para a infância. Sabemos que temos mais público que muitas companhias e projectos de Lisboa e Porto, mas sentimos que continuamos a ser descriminados por estarmos numa cidade do interior a 130 km de Lisboa.

6)- Tudo o que mais entender…
Venham ao Teatro em Ponte de Sor.
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CONVERSA C/MARIA JOÃO LUIS
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