G.P.S.C. de Montargil
informação
InícioInício  PortalPortal  CalendárioCalendário  GaleriaGaleria  FAQFAQ  BuscarBuscar  MembrosMembros  GruposGrupos  Registrar-seRegistrar-se  Conectar-seConectar-se  
Conectar-se
Nome de usuário:
Senha:
Conexão automática: 
:: Esqueci minha senha
Tópicos similares
Últimos assuntos
» MUSEU ONLINE
Ter Abr 29, 2014 8:17 pm por lino mendes

» MUSEU ONLINE
Dom Abr 27, 2014 7:27 pm por lino mendes

» MUSEU ONLINE
Sab Abr 26, 2014 11:22 pm por lino mendes

» MUSEU OINLINE
Sab Abr 26, 2014 9:29 pm por lino mendes

» MUSEOLOGIA
Sab Abr 26, 2014 9:21 pm por lino mendes

» JORNAL DOSSABORES
Sex Abr 25, 2014 8:55 am por lino mendes

» LITERATURA
Ter Abr 22, 2014 9:36 pm por lino mendes

» O LIVRO
Ter Abr 22, 2014 9:33 pm por lino mendes

» O LIVRO
Ter Abr 22, 2014 9:31 pm por lino mendes

Buscar
 
 

Resultados por:
 
Rechercher Busca avançada
Rádio TugaNet
Geo Visitors Map
Dezembro 2017
DomSegTerQuaQuiSexSab
     12
3456789
10111213141516
17181920212223
24252627282930
31      
CalendárioCalendário

Compartilhe | 
 

 PASCOA 2010

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Ir em baixo 
AutorMensagem
lino mendes
Admin


Número de Mensagens : 869
Data de inscrição : 27/06/2008

MensagemAssunto: PASCOA 2010   Ter Mar 30, 2010 9:14 pm

A Páscoa




Embora nesses tempos( 1920/1930) a religiosidade fosse maior entre as nossas gentes, pois para assistir a Missa ou mesmo rezar o terço muitos eram os que vinham dos arredores (do campo) quadra da PÁSCOA já tinha ultrapassado as fronteiras do religioso, pois a crentes e não crentes se ouvia logo de manhã (domingo) o desejo de uma “Boa Páscoa”Como em todo o lado a Quaresma começava à “Quarta-Feira de Cinzas”o que não impedia que nesse mesmo dia se realizasse o “Enterro do Santo Entrudo”que viria a ser proibido de maneira brutal aí por 1950,e terminava no Sábado de Aleluia pelas 10 horas quando os sinos repicavam na torre da Igreja enquanto a garotada, batendo as “ matracas “diziam” Aleluia, Aleluia, Cristo Ressuscitou”. Mais tarde começaram a dizer “Aleluia, Aleluia, Bacalhau para a rua”.É que de uma maneira geral a população respeitava o jejum não comendo carne no dia de sexta-feira. Nos meios-dias santos,—de quinta feira ao meio-dia a sexta feira à mesma hora –não se trabalhava ,.não se mechia em terra, e às 15 horas dessa mesma sexta-feira, em casa ou no trabalho ,respeitava-se um minuto de silêncio.

Ainda durante a “Quaresma” e também mais ou menos até aos anos 50,mais concretamente na terceira quarta-feira tinha lugar a “Serração das Velhas”.

Diga-se, entretanto, que a PÁSCOA tem lugar no 1º domingo depois da Lua Cheia que ocorra no dia ou depois do dia 21 de Março. É uma festa móvel que ocorre 47 dias depois da “Quarta-feira de Cinzas”.
A “Semana Santa”, durante a qual decorrem as cerimónias relativas às várias fases do processo que leva à crucificação, tem início no domingo anterior (Domingo de Ramos), que simboliza a entrada de Jesus em Jerusalém, e durante o qual são benzidos os “ramos de palmeira”.

PÁSCOA é tempo de festa, que se no aspecto religioso difere de terra para terra, o mesmo acontece no campo do lúdico, mas com a simbologia a não ter fronteiras. O “ovo” (símbolo do nascimento), o “folar” ,as “amêndoas”,o pão e o vinho”(que representam a última ceia do Senhor), o “círio”(a grande vela que se acende na aleluia) são entre outros ,símbolos que marcam esta quadra.









Curiosamente, e sem que saibamos o por quê, em Montargil não são ramos de palmeira que se benzem mas sim de alecrim e de oliveira que são depois colocados em cruzes de cana, nas hortas e nas cearas. Havia até quem colocasse duas cruzes, uma voltada para a outra.
Entretanto e décadas atrás (1920/1930) era por aqui tradição que ao domingo de Páscoa os pastores viessem dos campos à vila para comprar as amêndoas. É certo que o dinheiro era pouco, mas as amêndoas (de massa de centeio) eram baratas e vendiam -se ao preço de dois tostões a meia-quarta. Aliás, houve tempo em que nesta “quadra” se andava pela rua “rifando” pacotes de amêndoas---era o “Caçurras”, embora este não saísse da porta da taberna era o “Rabanita” e era o “Perneta” e se calhar outros que agora não recorda. A cada jogador ( teriam que ser entre 3 a s),e por um tostão eram dadas três cartas de um baralho de que se retiravam as figuras ganhando aquele que tivesse a carta com mais pintas.

Outro costume que também desapareceu, era o do “enganchar”.Rapariga com rapaz ou rapariga com rapariga, enganchando dedo mininho com dedo mininho diziam “enganchar, enganchar, para na quaresma fazer rezar”,e quem no domingo de Páscoa se deixasse enganar, isto é, se deixasse fazer rezar primeiro ,---apontava-se e dizia-se Reza --lá tinha que dar o “folar”, que normalmente era um pacote de amêndoas .Mais tarde e ao enganchar já se dizia,”enganchar, enganchar, para na Páscoa fazer rezar”.
Os que” enganchavam” ficavam “compadres”(Compadres da Páscoa),e o “folar” constavam sempre de amêndoas, mas no caso das raparigas estas ofereciam sempre mais qualquer coisa como por exemplo uma “gravata”,um “lenço” ou um “colarinho”que nesse tempo era desligado da camisa. Claro que havia sempre retribuição daquele que fazia “rezar”.

Nalguns pontos do país também é dado o nome de “folar” a um bolo que se faz por esta altura ( e não só, creio) mas foi hábito que por aqui não se enraizou No entanto, aí pelos anos 1945/50,o Mestre Alfredo, um verdadeiro artista na arte de padeiro, fazia um “folar” da massa das “arrufadas”,que como se sabe é um bolo pouco doce. De formato circular, levava ao centro um ovo e cruzando sobre o mesmo duas “asas” como as das cestas e naturalmente da mesma massa .Era então cozido no forno a lenha o que como se sabe lhe dava outro sabor.


Quanto à gastronomia, a ementa era a canja de galinha ou de peru(este em casas mais endinheiradas),e as ditas aves assadas no forno a lenha(que lhe dava um outro sabor).Á quinta e/ou à sexta feira santa (dias em que não se comia carne) o bem tradicional arroz com castanhas. No que respeita a doces, as afamadas tejeladas ,e os doces de amêndoa( os queijinhos e as tortas).Mas também nos falaram no chibo e no borrego assados( mas em fornos a lenha)havendo ainda quem nos fale, para o almoço, da sopa de pé de porco .

Durante muitos anos, a “Procissão dos Passos”que merecia uma enorme adesão, realizava-se no “Domingo de Ramos” para não coincidir com a que aqui ao lado se realizava em Cabeção. Durante a mesma que percorria a Rua do Comércio e a Rua da Misericórdia, estava assinalada a “Via Sacra”sendo cada uma das 14 “estação”marcada por um altar, que determinava uma paragem do cortejo, sendo então entoado um cântico alusivo ao acontecimento, com acompanhamento de algum instrumental— Contrabaixo (Chico Lourenço), Trompete (José Arlindo) e Clarinete (Fouchinha) enquanto o maestro Alves do Carmo emprestava a voz. O Sermão do Encontro” tinha lugar ou frente à Travessa dos Combatentes com o orador na varanda do Pailó(já numa segunda fase) ou então frente ao Moura(com o orador na varanda da casa deste). Era um momento emotivo, que sensibilizava mesmo os não crentes..

O “ Baile da Pinha”realizava-se no domingo anterior à Páscoa.
E na segunda-feira ( de Páscoa)embora fosse dia de trabalho ,era costume ir-se em grupo fazer “pique-niques” no campo, pelo que muitos nesse dia tomavam uma “empreitada” para poderem ir para a festa.

Domingo de Páscoa era altura em se realizavam muitos baptizados, mas em tempos mais remotos era Domingo de Pascoela a data escolhida ,chegando a ser 45 no mesmo dia.



Embora nesses tempos( 1920/1930) a religiosidade fosse maior entre as nossas gentes, pois para assistir a Missa ou mesmo rezar o terço muitos eram os que vinham dos arredores (do campo) quadra da PÁSCOA já tinha ultrapassado as fronteiras do religioso, pois a crentes e não crentes se ouvia logo de manhã (domingo) o desejo de uma “Boa Páscoa”Como em todo o lado a Quaresma começava à “Quarta-Feira de Cinzas”o que não impedia que nesse mesmo dia se realizasse o “Enterro do Santo Entrudo”que viria a ser proibido de maneira brutal aí por 1950,e terminava no Sábado de Aleluia pelas 10 horas quando os sinos repicavam na torre da Igreja enquanto a garotada, batendo as “ matracas “diziam” Aleluia, Aleluia, Cristo Ressuscitou”. Mais tarde começaram a dizer “Aleluia, Aleluia, Bacalhau para a rua”.É que de uma maneira geral a população respeitava o jejum não comendo carne no dia de sexta-feira. Nos meios-dias santos,—de quinta feira ao meio-dia a sexta feira à mesma hora –não se trabalhava ,.não se mechia em terra, e às 15 horas dessa mesma sexta-feira, em casa ou no trabalho ,respeitava-se um minuto de silêncio.

Ainda durante a “Quaresma” e também mais ou menos até aos anos 50,mais concretamente na terceira quarta-feira tinha lugar a “Serração das Velhas”.

Diga-se, entretanto, que a PÁSCOA tem lugar no 1º domingo depois da Lua Cheia que ocorra no dia ou depois do dia 21 de Março. É uma festa móvel que ocorre 47 dias depois da “Quarta-feira de Cinzas”.
A “Semana Santa”, durante a qual decorrem as cerimónias relativas às várias fases do processo que leva à crucificação, tem início no domingo anterior (Domingo de Ramos), que simboliza a entrada de Jesus em Jerusalém, e durante o qual são benzidos os “ramos de palmeira”.

PÁSCOA é tempo de festa, que se no aspecto religioso difere de terra para terra, o mesmo acontece no campo do lúdico, mas com a simbologia a não ter fronteiras. O “ovo” (símbolo do nascimento), o “folar” ,as “amêndoas”,o pão e o vinho”(que representam a última ceia do Senhor), o “círio”(a grande vela que se acende na aleluia) são entre outros ,símbolos que marcam esta quadra.


Curiosamente, e sem que saibamos o por quê, em Montargil não são ramos de palmeira que se benzem mas sim de alecrim e de oliveira que são depois colocados em cruzes de cana, nas hortas e nas cearas. Havia até quem colocasse duas cruzes, uma voltada para a outra.
Entretanto e décadas atrás (1920/1930) era por aqui tradição que ao domingo de Páscoa os pastores viessem dos campos à vila para comprar as amêndoas. É certo que o dinheiro era pouco, mas as amêndoas (de massa de centeio) eram baratas e vendiam -se ao preço de dois tostões a meia-quarta. Aliás, houve tempo em que nesta “quadra” se andava pela rua “rifando” pacotes de amêndoas---era o “Caçurras”, embora este não saísse da porta da taberna era o “Rabanita” e era o “Perneta” e se calhar outros que agora não recorda. A cada jogador ( teriam que ser entre 3 a s),e por um tostão eram dadas três cartas de um baralho de que se retiravam as figuras ganhando aquele que tivesse a carta com mais pintas.

Outro costume que também desapareceu, era o do “enganchar”.Rapariga com rapaz ou rapariga com rapariga, enganchando dedo mininho com dedo mininho diziam “enganchar, enganchar, para na quaresma fazer rezar”,e quem no domingo de Páscoa se deixasse enganar, isto é, se deixasse fazer rezar primeiro ,---apontava-se e dizia-se Reza --lá tinha que dar o “folar”, que normalmente era um pacote de amêndoas .Mais tarde e ao enganchar já se dizia,”enganchar, enganchar, para na Páscoa fazer rezar”.
Os que” enganchavam” ficavam “compadres”(Compadres da Páscoa),e o “folar” constavam sempre de amêndoas, mas no caso das raparigas estas ofereciam sempre mais qualquer coisa como por exemplo uma “gravata”,um “lenço” ou um “colarinho”que nesse tempo era desligado da camisa. Claro que havia sempre retribuição daquele que fazia “rezar”.

Nalguns pontos do país também é dado o nome de “folar” a um bolo que se faz por esta altura ( e não só, creio) mas foi hábito que por aqui não se enraizou No entanto, aí pelos anos 1945/50,o Mestre Alfredo, um verdadeiro artista na arte de padeiro, fazia um “folar” da massa das “arrufadas”,que como se sabe é um bolo pouco doce. De formato circular, levava ao centro um ovo e cruzando sobre o mesmo duas “asas” como as das cestas e naturalmente da mesma massa .Era então cozido no forno a lenha o que como se sabe lhe dava outro sabor.


Quanto à gastronomia, a ementa era a canja de galinha ou de peru(este em casas mais endinheiradas),e as ditas aves assadas no forno a lenha(que lhe dava um outro sabor).Á quinta e/ou à sexta feira santa (dias em que não se comia carne) o bem tradicional arroz com castanhas. No que respeita a doces, as afamadas tejeladas ,e os doces de amêndoa( os queijinhos e as tortas).Mas também nos falaram no chibo e no borrego assados( mas em fornos a lenha)havendo ainda quem nos fale, para o almoço, da sopa de pé de porco .

Durante muitos anos, a “Procissão dos Passos”que merecia uma enorme adesão, realizava-se no “Domingo de Ramos” para não coincidir com a que aqui ao lado se realizava em Cabeção. Durante a mesma que percorria a Rua do Comércio e a Rua da Misericórdia, estava assinalada a “Via Sacra”sendo cada uma das 14 “estação”marcada por um altar, que determinava uma paragem do cortejo, sendo então entoado um cântico alusivo ao acontecimento, com acompanhamento de algum instrumental— Contrabaixo (Chico Lourenço), Trompete (José Arlindo) e Clarinete (Fouchinha) enquanto o maestro Alves do Carmo emprestava a voz. O Sermão do Encontro” tinha lugar ou frente à Travessa dos Combatentes com o orador na varanda do Pailó(já numa segunda fase) ou então frente ao Moura(com o orador na varanda da casa deste). Era um momento emotivo, que sensibilizava mesmo os não crentes..

O “ Baile da Pinha”realizava-se no domingo anterior à Páscoa.
E na segunda-feira ( de Páscoa)embora fosse dia de trabalho ,era costume ir-se em grupo fazer “pique-niques” no campo, pelo que muitos nesse dia tomavam uma “empreitada” para poderem ir para a festa.

Domingo de Páscoa era altura em se realizavam muitos baptizados, mas em tempos mais remotos era Domingo de Pascoela a data escolhida ,chegando a ser 45 no mesmo dia.

]
Voltar ao Topo Ir em baixo
Ver perfil do usuário
 
PASCOA 2010
Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Voltar ao Topo 
Página 1 de 1
 Tópicos similares
-
» Anibahia-2010
» Destaque do ano de 2010
» Tamashii Nation 2010 TW.
» Figurinha repitidas - seiya-divino
» [Quizz] Revolution 16/10/2010

Permissão deste fórum:Você não pode responder aos tópicos neste fórum
G.P.S.C. de Montargil :: Comunicação DIVULGAÇÂO :: Noticias de Montargil-
Ir para: