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 Colaboração de VIRGILIO GOMES

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lino mendes
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Número de Mensagens : 869
Data de inscrição : 27/06/2008

MensagemAssunto: Colaboração de VIRGILIO GOMES   Qua Out 28, 2009 9:05 pm

Nos tempos que correm quando chega o Verão, por vezes tardiamente, começa a haver preocupações de estética com a previsão da época balnear. Estas modas associadas ao corpo são por vezes perigosas e, erradamente, a alimentação é que sofre. Pode-se fazer um programa alimentar de regulamentação permanente para todo o ano.

Quantas vezes não nos apercebemos que a Natureza nos está a oferecer novos produtos?

E começando pelos legumes lembremos o excelente sabor do tomate, da aboborinha, dos pimentos, das melhores cebolas, o feijão verde, o alho-porro, os pepinos, a beterraba, as acelgas e as batatas.

Nas frutas temos a grande e excelente variedade: as framboesas, a groselha, as amoras, os pêssegos, os damascos, as ameixas, as peras, o maracujá, as peras abacate, as melancias e os portentosos melões. São se calhar estes últimos que mais se evidenciam pela venda directa à beira das estradas.

Nos peixes continuamos com a rica sardinha. O chicharro, o carapau, o goraz e a tainha são peixes que têm melhor sabor nesta época.

Mas o Verão é surpreendente com as festas populares e romarias. Não há região no País que não celebre o seu Santo e a par das suas festas religiosas, do folclore e espectáculos musicais, a gastronomia regional apresenta-se no seu melhor. As carnes apresentam-se com toda a exuberância, dos caprinos aos bovinos. As festas são com carne.tempos que correm quando chega o Verão, por vezes tardiamente, começa a haver preocupações de estética com a previsão da época balnear. Estas modas associadas ao corpo são por vezes perigosas e, erradamente, a alimentação é que sofre. Pode-se fazer um programa alimentar de regulamentação permanente para todo o ano.

Quantas vezes não nos apercebemos que a Natureza nos está a oferecer novos produtos?

E começando pelos legumes lembremos o excelente sabor do tomate, da aboborinha, dos pimentos, das melhores cebolas, o feijão verde, o alho-porro, os pepinos, a beterraba, as acelgas e as batatas.

Nas frutas temos a grande e excelente variedade: as framboesas, a groselha, as amoras, os pêssegos, os damascos, as ameixas, as peras, o maracujá, as peras abacate, as melancias e os portentosos melões. São se calhar estes últimos que mais se evidenciam pela venda directa à beira das estradas.

Nos peixes continuamos com a rica sardinha. O chicharro, o carapau, o goraz e a tainha são peixes que têm melhor sabor nesta época.

Mas o Verão é surpreendente com as festas populares e romarias. Não há região no País que não celebre o seu Santo e a par das suas festas religiosas, do folclore e espectáculos musicais, a gastronomia regional apresenta-se no seu melhor. As carnes apresentam-se com toda a exuberância, dos caprinos aos bovinos. As festas são com carne.

Depois a grande variedade de doçaria e que muitas vezes apenas nesta época se confecciona. A doçaria popular tem uma riqueza à qual se tem dado pouca importância. Desde os variados pães-de-ló, às roscas, bolos de gema,

(Em colaboração com o site de Virgílio Gomes)
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lino mendes
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Número de Mensagens : 869
Data de inscrição : 27/06/2008

MensagemAssunto: VIRGILIO GOMES   Sex Dez 11, 2009 1:31 am

VIRGÍLIO GOMES

Quem já tiver lido alguns dos alguns--ainda poucos— excelentes trabalhos inseridos no “espaço” GASTRONOMIA,e sob esta assinatura(Virgílio Gomes) terá pensado de quem se trata.De uma maneira simplista poderemos dizar tratar-se de uma “figura enorme” da “cultura gastronómica”,mas nada melhor do que aqui deixar o seu incontornál percurso, quer acqdémico, quer profissional.



Virgílio dos Santos Noguera Gomes

Data nascimento: 30.JUN.49
Local : Bragança, Portugal


Formação Profissional:

Curo de Formação de Recepção na Escola de Hotelaria e Turismo do Porto
Formação Superior em Gestão Hoteleira no Institut International de Glion – Montreux, Suiça
Director de Hotel – nº 110 DGT
CAP nº EDF 45019/2005 DL
Director da Pousada de S. Filipe, Setúbal, Jul76-Ago79
Subdirector e Prof. E.H.T.Porto, Nov81-Abr82

Experiência Profissional:

Apoio aos Estab. Hoteleiros do Estado DGT, 75/76
Director da Pousada de Sta Maria, Marvão, Fev/Jul76
Técnico Hoteleiro Enatur – Sede, Abr82-Mar83
Assessor Administração Aquazul (Sonae) e
Director- Geral dos Hoteis Praia-Golf, Espinho e D. Henrique, Porto (Sonae), Mar83-Out85
Assessor e Chefe de Serviços Enatur – Sede, Área de Restauração e Serviços Especiais, Nov85-Mar90
Director da Pousada de Palmela, Mar90-Mar92
Director Geral Hotelaria Tróia, Mar92-Set93
Assessor da Enatur Sede, Set93- Mar94
Director Geral dos Casinos do Algarve, Mar94-Fev96
Direcção de Marketing e Vendas Enatur, Fev96-Dez97
Coordenador e Director da participação da Enatur na EXPO 98 – Restauração do Pavilhão de Portugal, Abr-Out 98
Director dos Gabinetes da Qualidade e de Projectos Especiais da Enatur, JUL97-SET03
Líder do Projecto de Certificação da Pousada dos Lóios, 1º Hotel em Portugal certificado ao abrigo ISO 9001, com restauração incluída
Assessor da Qualidade na Eurest, L.da , OUT03 – Nov05


Professor da Esc. Hot. e T. Porto Anos lectivos 81/82, 83/84, 84/85
Professor da Esc. Hot. e T. Lisboa Anos Lectivos 91/92, 92/93, 93/94, 2006/07/08/9
Coordenador da presença da Gastronomia Portuguesa durante a Europália 1991 na Bélgica, Bruxelas, Antuérpia e Gent
Professor no Cent. Form. Prof. do Sector Alimentar da Pontinha 2005/06/07
Colaborador de várias revistas e jornais sobre Gastronomia
Investigador de História da Alimentação
Responsável por várias promoções gastronómicas no estrangeiro (Espanha, França, Itália, Bélgica, Suíça, Brasil, Índia, …)
Participação em vários Projectos de História ao Vivo, com responsabilidades do sector Alimentação
Proferiu várias Conferências sobre Gastronomia
Participante, em representação oficial de Portugal, no II Congresso Mundial de Gastronomia, com comunicação
Consultor da Região de Turismo Costa Azul 1992-97
Membro do Grupo de Trab. Gastronomia Património
Conselheiro da Comissão Nacional de Gastronomia, e Coordenador do seu Conselho Técnico
Produziu vários livros
Lecciona as cadeiras de Gastronomia e Cultura, e Cozinhas do Mundo
Publica com regularidade em duas revistas e um jornal
:::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::

Dentro de dias aqui publicaremos uma “Conversa Curta” com VIRGILIO GOMES que nos pareceu de interesse no início desta prestigiosa colaboção , e que nos enviou do Brasil de onde só regressará no final de Fevereiro.

Os agradecimentos do Grupo de Promoção e do montargil.forum-livre.com.


Lino Mendes
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lino mendes
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Número de Mensagens : 869
Data de inscrição : 27/06/2008

MensagemAssunto: Em colaboração com o site de Virgílio Gomes   Ter Dez 22, 2009 12:18 am

[justify]
Em colabortação com o site
de Virgílio Gomes
Antes do Natal-Inverno

Eu não gosto muito, ou quase nada, do Natal. Melhor dizendo, eu não gosto daquilo em que se transformou o Natal. Então das iluminações, até fujo. Não sei se por falta de dinheiro as iluminações de Natal em Lisboa, este ano, eram tão discretas que até eram elegantes, sem o exagero provocador da ostentação. Para isso chega-nos a árvore de Natal do Parque Eduardo VII, naturalmente paga por um banco. É isso, o Natal transformou-se num período comercial, ainda bem para o comércio, mas foi-se o espírito de aproximação, a festa das famílias… O Natal representa a euforia comercial. O presente de Natal passou muitas vezes a ser a borracha que apaga as maldades que se foram fazendo durante o ano. E a ostentação mesmo a nível doméstico? As iluminações das janelas e varandas quando por baixo, algumas vezes, dormem sem abrigo e sem alimentação… Acabei de ouvir palavras de D. António Ribeiro, num programa de memórias, falecido ex - Patriarca de Lisboa: “não se pode ser católico na Igreja e não católico na empresa, na política e na vida em sociedade”.Eu sei, também peco. Mas não dou presentes falsos de Natal. E quanto ao espírito, espero que as orações da Irmã Lúcia, da Casa do Arco, me salvem. Vale a pena reflectir sobre uma pequena percentagem dos presentes de Natal e com esse montante fazer bem a quem realmente precisa. O meu afastamento do Natal começou, longe da Família, por obrigações militares primeiro, seguidas por profissionais, e depois acumularam-se razões de vária ordem até deixar de ser um ritual. Mais recentemente descobri o prazer de passar o Natal em países quentes e, actualmente, escrevo-vos do Brasil. Já não abdico de passar o Inverno longe desses frios.
Não vou aqui repetir experiências que mantenho na memória relativas ao período natalício, particularmente o ritual da matança do peru. E da azáfama de confecção de doçaria que mais parecia querer demonstrar o inventário doceiro daquela época. O Natal é doce, muito doce. À parte do bacalhau cozido com todos, incluindo o polvo, não faltando as rabas, verdadeiro resquício das marcas de medievalismo religioso que nos obrigava ao jejum mesmo em período de Natal. Queremos melhor exemplo do que a lauta refeição que D. Sebastião ofereceu a seu tio D. Filipe II de Espanha a propósito da sua visita durante a época de Natal? Era tal a variedade de peixe que D. Filipe II apelidou o sobrinho de verdadeiro Rei dos Mares. A tradição do bacalhau tem razões que foram abrandando para o Sul, ou pela diminuição de religiosidade, ou pela maior permanência de mouros. No Norte lá entrou tardiamente o peru, mas que habitualmente se come só depois da Missa do Galo ou durante o dia 25. Isto porque o jejum terminava à meia-noite.
Mas a maior e mais gloriosa recordação tem a ver com os doces, infindáveis. E no meu imaginário, e ainda da minha geração, associamos a doçaria a uma actividade feminina com o carinho que isso significa. Mãe, Tia, Irmã, todo o mundo feminino se envolvia. E nós rapávamos os tachos… Agora também diria que é uma actividade slow, termo a que nos vamos habituando em contraponto ao fast (food). Os doces precisam do seu tempo, sem pressas. E de muito amor. Na mesa dos doces não podiam faltar, designadamente, as rabanadas, filhoses de vários tipos, bolinhos fritos de arroz, sonhos, sopa dourada, mexidos, broas, pudins de ovos, súplicas, dormidos, bola de mel e canela, pão-de-ló, arroz doce, a marmelada nova enformada e depois o bolo-rei (com fava e brinde). E ainda os frutos secos: uvas, peras (quase em extinção), ameixas, nozes, avelãs, amêndoas e pinhões.
Aprendam a ser mais doces com um ditado turco: “É preciso comer doces para a pessoa ficar doce”. E precisamos de gente doce.
Bom Apetite
© Virgílio Nogueiro Gomes

Actualizado em Segunda, 21 Dezembro 2009 01:40
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