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 O FADO

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AutorMensagem
lino mendes
Admin


Número de Mensagens : 869
Data de inscrição : 27/06/2008

MensagemAssunto: O FADO   Dom Out 18, 2009 8:14 pm










Silêncio
que se vai cantar
o Fado!
Não sendo “folclore” como alguns ainda pensam, em meu entender o FADO pode ser considerado como “ canção nacional”.Não pode ser folclore porque não reúne as condições que caracterizam este, pode ser “canção nacional” porque a sensibilidade que o mesmo encerra e transmite só a língua portuguesa o permite.
Para falar sobre o FADO, duas questões se nos colocam---que características definem o fado, ou antes, perante uma melodia que “sinais” nos dizem que estamos perante um fado, e quais as suas origens.
Quanto ao primeiro ponto, e por ora, não tenho uma resposta concreta, e quanto à origens são várias as respostas que se perfilam sem que qualquer uma se possa considerar concreta.
Será de origem árabe? Nasceu da voz dos marinheiros que cantavam na proa dos barcos? Teve origem nos cânticos dos mouros que permaneceram no Bairro da Mouraria após a reconquista cristã? Ou…
Para o músico Rui Nery “ a história do fado tem início bem longe de Lisboa. Em 1808 e quando das invasões francesas a Corte fugiu para o Brasil, então colónia portuguesa ,e posteriormente parte da população seguiu o mesmo caminho.E terá sido quando do retorno desses emigrantes, que juntamente com a expressão musical dos britânicos, espanhóis e franceses que se tinham estabelecido na cidade, nasce um “movimento cultural popular” de queresultou o fado. É, no fundo, mais uma hipótese.
Certo e ao que parece, é o seu aparecimento no século XIX, cantado nas tabernas e nos pátios dos bairros populares, como Alfama, Castelo, Mouraria, Bairro Alto, e Madragoa .Sendo as suas origens, boémias e ordinárias, dado que ligadas às tabernas e aos bordéis, em ambientes de orgia e violência nos bairros mais pobres e violentos de Lisboa, o “fado”é considerado uma expressão artística hereje, mal visto pela Igreja que tudo faz para evitar o seu desenvolvimento.

Pode dizer-se que as “tabernas” eram o ponto de encontro de fidalgos— que ali iam à procura do mistério e do “pecado”—de artistas, trabalhadores das hortas, populares e estrangeiros, que se reuniam em noite de fado vadio(não profissional).” A saudade, a nostalgia, o ciúme, as pequenas histórias do quotidiano dos bairros típicos e a lides de touros, eram os temas mais cantados”.

A primeira cantadeira de que se tem memória, foi Maria Severa Onofriana, ( A Severa) cigana e prostituta que cantava e tocava guitarra nas ruas da Mouraria.

Mas saindo do seu espaço natural onde era cantado acompanhado pela guitarra clássica também conhecida por viola, e pela guitarra portuguesa, e levado pela fidalguia, o “fado” entra nos salões aristocráticos onde as “meninas bem” o tocam ao piano. Sendo que na primeira metade do século XX foi adquirindo grande riqueza melódica e complexidade rítmica, tornando-se mais literário e mais artístico. Os versos populares são substituídos por versos elaborados e começam a ouvir-se as décimas, as quintilhas, as sextilhas, os alexandrinos e os decassílabos”.”.

Temos estado a falar do “fado clássico” também conhecido por “ fado vadio”,e que num passado mais recente teve intérpretes como Carlos Ramos,Alfredo Marceneiro, Berta Cardoso, Maria Teresa de Noronha, Hermínia Silva, Lucília do Carmo para mais não citar. O “fado moderno” iniciou-se com Amália Rodrigues.

O chamado “fado típico”é hoje essencialmente dirigido aos turistas, cantado nas “casas de fado” e com o acompanhamento tradicional e cujas características são a dos primórdios---“ o cantar com tristeza e com sentimento magoas passadas e presentes, mas também histórias divertidas ou com ironia, ou proporcionar, mesmo de improviso, o despique entre dois cantadores( é a desgarrada).

Refira-se ainda, que em conformidade com algumas regiões, o fado assume algumas variantes.”Em Lisboa, é característico dos bairros populares:--o fado corrido com um ritmo mais vivo e aligeirado, e o fado menor, com um andamento mais lento”;por sua vez em Coimbra o fado assume uma feição erudita que os estudantes adoptaram, não perdendo contudo o seu lado melancólico e triste;já no Porto o fado distingue-se como canção popular do povo.
Regressando entretanto ainda ao Fado de Coimbra, em 1950,novos cantores começam a adaptar a balada e o folclore.

E porque este é apenas um primeiro trabalho sobre o FADO, não iremos esquecer o fado cantado e dançado nos nossos meios rurais, quer na taberna, quer nos terreiros do nosso campo.

Fonte:Vikipédia

Lino Mendes
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